Comentários à entrevista de Jair Bolsonaro no Estadão em 06/10/19 – Parte 2

A entrevista consta de duas páginas do jornal e os comentários foram separados em partes para facilitar sua divulgação. Essa é a segunda parte.

De onde o governo pretende tirar novos recursos? Pergunta para o Guedes.

Sem resposta, o Guedes não aceita perguntas. O país deixou de gerar recursos em 2014 – PIB e investimento zero – e a fonte de recursos passou a ser: venda de ativos que pertencem ao povo, fazendo economia com pagamentos aos aposentados, isto é, institualizando o calote do governo, e agora confiscando e distribuindo o dinheiro do pré-sal como se fosse resultante de sua execução no Ministério da Economia.

Está sequestrando o FGTS e ainda avisa que vai sequestrar os recolhimentos da indústria para o Sistema S. Com medida provisória recente, quer sugar até dos falidos e dos que não conseguem pagar impostos para continuar vivos. Sempre o dinheiro dos outros. Do governo, intocável reduzir despesas com os aparelhados do PT. Tudo como no programa bolivariano instituído pelo PT, que estão prontos para assumir o governo.

Há algum projeto especial para gerar mais postos de trabalho?

Quem lhe transmitiu essa ideia de que emprego está relacionado a direitos trabalhistas? Os direitos trabalhistas estão todos indicados na Constituição que Bolsonaro jurou cumprir, e com eles o Brasil se desenvolvia como a 6ª. economia do mundo até há pouco tempo. O empresário e até o dono do botequim só contratam pelo custo da mão de obra do mercado, para aquelas qualificações requeridas
pelo posto de trabalho. O custo de tudo no mercado flutua de acordo com a Lei da Oferta e Procura. Os intelectuais do Ministério da Economia sabem disso? Quem contou essa mentira de que a mão de obra brasileira é a mais cara do mundo? O trabalhador de fábrica no mercado canadense e o trabalhador americano ganham de 4.000 a 4.500 dólares por mês. Com o dólar normal de R$ 4,00 eles ganham de R$ 16.000 a R$ 18.000 – mesmo salário médio dos funcionários públicos de Brasília. Nos EUA o salário mínimo é R$ 2.200 dólares. Quanto é o nosso?

A diferença é que lá não tem adicionais de direitos. Com os direitos, a mão de obra aqui custa 1,84 dos salários nominais. E de acordo com as estatísticas da CNI o salário médio flutua de R$ 1.693 a R$ 2.359, isto é, a um custo final de R$ 3.115 a R$ 4.340. Com o dólar a R$ 4,00, isso equivale a US$ 778 a US$ 1.005.

Bolsonaro, sua equipe econômica não pode ser tão ignorante para informar que nossa mão de obra é a mais cara do mundo. O Presidente tem assessores para verificar tudo isso e exigir a verdade. Claro que o Presidente pode não entender de economia, mas pode se dar ao luxo de falar sandices. Na dúvida pergunte à sua mulher, nenhuma se engana com a economia.

Como o Sr. avalia as críticas ao Ministro da Educação? Estou satisfeito com ele, está mudando a forma de lidar com as Universidades.

É um gasto bilionário com o ensino superior e não temos um prêmio Nobel sequer. Tem coisa errada aí, algumas dessas universidades só se prestam a criar militantes. A primeira coisa errada foi nomear um legislador para o Executivo. Isso é terminantemente proibido em todos os países desenvolvidos, porque contamina as funções dos poderes independentes.

Como CEO da empresa “Brasil”, o Presidente tem de dar diretivas aos seus Ministros. No caso, o país tem Política de Estado para a Educação, descrita com detalhes, prioridades, em tudo semelhante aos países desenvolvidos, inclusive o montante de dinheiro destinado ao segmento da educação.

O ensino é obrigatório do 1º e 2º grau, por que não cumprem? E a vergonha do país que mantém 13 milhões de analfabetos há 15 anos, sendo que há prioridade constitucional nas verbas da educação? Não cumprem a Carta Constitucional para continuarem a comprar votos mais baratos.

Os Políticos são diligentes, legislaram que analfabetos podem votar. O Presidente não depende do Congresso para nada, mas estão todos orquestrados para transformá-lo em corruptor, pois tentaram tudo e ainda não encontraram corrupção. Agora já estão anunciando que o Presidente está comprando o Senado para nomear embaixador seu filho, tentando cavar um impeachment.

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