A Madeira das Florestas

É um ativo financeiro importante que existe em todos os países, representado por uma fonte de matérias primas que é utilizado por toda a humanidade para gerar riqueza, bens para as sociedades ou geração de calor e energia.

Toda a humanidade, desde os primórdios, passou a utilizar a madeira das árvores para resolver muitas das suas  necessidades. À proporção que a população mundial crescia, as florestas começaram a ser devastadas para utilização da madeira, matéria prima barata, fartamente disponível, até que a sociedade do mundo se deu conta das consequências da destruição desses ativos e, ao mesmo tempo, do valor financeiro das madeiras e da possibilidade de sua renovação ou sustentabilidade do seu uso. A madeira virou um negócio como o Agro, petróleo, etc.
Hoje, não existem mais madeiras de lei no mercado brasileiro – cedro, peroba, jacarandá, imbuia. Tudo foi devastado, sem replantio, mas ainda existentes na Amazônia.

Há uns 50 anos, os habitantes das periferias da floresta amazônica cortam árvores para vender a madeira como um modo de sobrevivência. Foi criado o Ibama para disciplinar as ações com o meio ambiente. O Ibama é órgão do governo mais corrupto do mundo. Nesse país, qualquer funcionário público é comprável, por não poder ser demitido.

Madeireiros estrangeiros montaram operações na Amazônia, investiram em máquinas e equipamentos, contrataram os madeireiros locais com melhores salários, ofereceram participação aos fiscais do Ibama, e o negócio se tornou uma operação de larga escala. Tem lei proibindo cortar e exportar certos tipos de madeiras, mas quem no governo cumpre as leis?

O Ibama autoriza a emissão de notas fiscais e até das guias de exportação. Por essas guias, pode-se até saber quais países estão recebendo a madeira limpa e pronta para ser utilizada, e o Brasil ficou sem o ativo, sem o preço dela e
com as queimadas resultantes dessa destruição.

A Floresta amazônica é o exemplo mundial mais chocante de destruição da natureza pela atividade permanente de interesses financeiros nacionais e internacionais na produção de sua madeira, destruindo um ativo importante para ganhar dinheiro sem a menor preocupação com a sua recomposição e com a sustentabilidade. Os fazendeiros do entorno da Amazônia cortam as árvores para garantir a sua sobrevivência e, depois de devastada uma área, utilizam-na ou vendem-na para a produção de gado, o que também resolve a sua subsistência.

Para os madeireiros estrangeiros, o ativo, a terra e a madeira estão disponíveis e basta dar participação ao Ibama, que eles recebem autorização para carregar o que quiserem. A lucratividade deve ser excepcional, pois bastou o novo
Ministro do Bolsonaro começar a pressionar o Ibama, que a devastação quase dobrou em um trimestre. Com certeza, não poderiam destruir esses ativos florestais de seus países, e precisavam garantir as receitas oriundas do Brasil, enquanto fosse possível.

Bolsonaro queria colocar o Ibama sob as ordens de D. Cristina, Ministra da Agricultura. Ela sabe que o Agronegócio não precisa da área da floresta amazônica para se desenvolver. Ela é competente, e seria a melhor pessoa para colocar o Agro e o Ibama na sua frente, e fazê-los chegar a um acordo que fosse bom e sustentável para esses setores, e também para o país.

Mas a política do PSL não deixou. Menos um Ministério onde nomear milhares de associados. Sabiam que não poderiam pressionar a D. Cristina, que tem o suporte no Parlamento de toda a bancada ruralista.

A devastação atual da floresta amazônica é uma solução de sobrevivência para muitos brasileiros. Tem solução? Só se acabar com essa necessidade vital na vida das pessoas.

O governo tem a Embrapa e um monte de especialistas e empresas privadas que sabem como explorar economicamente as florestas. Por que o BNDES não organiza uma Sociedade Anônima de subscrição pública com a concessão e autorização do governo, e que seja voltada permanentemente para a exploração técnica de uma área florestal delineada e específica? Semelhante como foi feito com a Petrobras. Não precisa de verba nem do Congresso, basta determinação e competência.

Se funcionar, a mesma solução pode ser estendida a outras áreas e às reservas dos índios, integrando-os à sociedade e colocando-os como sócios dos empreendimentos. A Aracruz Celulose tem florestas enormes no Estado do Espírito Santo e é um dos maiores fornecedores de papel do mundo. Desmatam e têm queimadas nessas florestas? Não. É uma atividade sustentável gerando milhares de empregos. A Suzano, e a Klabin também têm. O norte da Suécia é uma floresta verde. Há cinquenta anos, o Brasil importava da Suécia bobinas de papel de imprensa, produzidas com a
madeira daquela floresta. Perguntado ao Google, a Suécia hoje é o terceiro maior produtor de papel do mundo. Pelo tempo, já não haveria mais floresta. Acontece que a floresta da Suécia está lá, intacta. É uma prova que existe solução sustentável gerando riqueza permanente e sustentando perfeitamente quem lá trabalha.

Por que no Brasil é tão diferente? Por que seus funcionários não têm interesse, nem competência. A televisão mostra há muitos anos o processo medieval de apagar as chamas com brigadistas, batendo com aquelas chapas curvas no capim em chamas, e abanando o fogo. É a mesma política das secas no nordeste. É preciso manter a secas e as queimadas para que sejam transferidas verbas para essas regiões, que são utilizadas pelos políticos para compra de votos.

Cada incêndio tem características próprias e diferentes. O gerenciamento de como atuar num incêndio específico que se apresente depende do conhecimento técnico dos bombeiros, dos equipamentos e dos recursos materiais disponíveis. É preciso treinar bombeiros com técnicas diferentes para cada região, com os equipamentos modernos disponíveis, ou contratar com nossa indústria o projeto e construção de equipamentos e materiais próprios para cada tipo de incêndio existente no país.

O mundo evoluiu. Sai mais barato e é muito mais efetivo usar conhecimento, tecnologia e gerenciamento.

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