Trump – negocista metido a ser mais um “O Cara”

Rico, resolveu se candidatar a Presidente dos Estados Unidos. Para isso teve a ajuda: dos judeus dos Estados Unidos, a quem prometeu transferir a Embaixada para Jerusalém; dos carvoeiros dos Estados Centrais, com prazo para encerrar as atividades mais destruidoras do meio ambiente, a quem prometeu denunciar a Acordo de Paris; do povo do Estado de Michigan, a quem prometeu o retorno da indústria automobilística de Detroit que havia se mudado.

Utilizou-se de hackers para através de FAKE NEWS abalar a reputação da senadora Clinton, sua concorrente. Anunciou que iria acabar com os imigrantes irregulares, pois parte dos operários americanos eram contra os salários mais baixos dos estrangeiros, que ameaçavam os seus empregos.

Seu slogan foi “America Great Again”, o que conquistou a alma de grande parte do povo estadunidense.

Foi eleito. Pelo sistema americano de delegados estaduais, apesar da minoria no total de votos, achou-se muito esperto e que seria “o CARA”. Para dar força às suas chantagens, declarou que, pela Constituição, poderia fazer o que quisesse. Mentira! A Constituição americana é de princípios e não contém referência a eventuais poderes ilimitados do Presidente. O poder na América é do povo, lá realmente representado pelo Congresso.

Ao terminar a 2ª Guerra Mundial em 1945, as economias e indústrias da Europa e da Ásia estavam arrasadas e a indústria norte-americana estava mobilizada ao extremo para o esforço de manter os suprimentos de Guerra para todos os Aliados. Acabaram ficando com o mercado mundial à sua disposição e assim se tornaram a maior potência industrial do mundo. Lideravam o mundo em competitividade com as melhores máquinas. Forneciam petróleo, aço e produtos agrícolas. Tornaram-se a nação mais rica do planeta. “America Great”.

Lentamente o mundo foi se reconstruindo e as melhores máquinas passaram a ser japonesas, o petróleo altamente rentável escasseou, o minério de ferro esgotou-se, a indústria pesada foi transferida para a China, para competir no mercado mundial com produtos de primeiro mundo feitos com mão de obra barata.

Agora o Trump quer o retorno das indústrias. Impossível!

As empresas na China têm 50% do capital e dividem os lucros. Se quiser sair, é indenizado das ações e fica tudo lá. Não precisam mais dos americanos, só querem seu mercado.

A “America Great” já era. Para se protegerem da competição americana, os países se associaram em mercados comuns, com imposto zero, garantindo a competitividade pelo volume de produção, o emprego e a geração de riqueza do grupo.

Trump está obcecado para aumentar a participação nesses mercados: tentaram na Alca, só que o Canadá e o México deram uma trava em suas aspirações. Apoiou descaradamente o Brexit, indo até fazer comício em Londres. Se for aprovado, a economia inglesa vai reduzir cerca de 10% em tamanho, muitas fábricas fecharão, gerando desemprego. Porém, Trump conseguiria suprir os ingleses do que era suprido pela Europa e enfraqueceria o Bloco Europeu. Por este motivo, já se ofereceu um “Acordo pós-Brexit” a Londres.

Trump tentou acabar com o bloco do Mercosul, também para proteger seus mercados. Os EUA começaram a apresentar a fatura do namoro entre Donald Trump e Jair Bolsonaro.

Após uma visita a Trump, o filho do Bolsonaro declarou publicamente que nossa embaixada também seria transferida para Jerusalém, que isto era assunto decidido. Era uma fatura de namoro ou resultado da ajuda na sua própria eleição?

Pediram ao Itamaraty para passar a ter uma cota maior de importação brasileira de trigo com imposto zero. Essa é a tarifa do Mercosul que comercializa 5,9 milhões de toneladas com o Brasil. Ele quer SOMENTE o mercado de trigo do Mercosul para os EUA. Há uns 40 anos, os EUA “convenceram” o Brasil a importar o excesso de produção de trigo americano. Com isso, ficou inviabilizada a produção de trigo no Rio Grande do Sul, que avançava à época. Não se fala mais em trigo no Brasil, que continua a importar 340 mil toneladas dos EUA. Para contrapor as investidas sobre o  Mercosul o Brasil deveria retaliar, e passar a comprar todo o trigo da Argentina, fortalecendo o país vizinho para comprar mais produtos brasileiros

A Argentina ficou com o trigo e o Brasil com a soja, antiga força de mercado argentino.

D. Cristina, Ministra das Agricultura, a mais competente Ministra desse Governo, vetou. Insistiram com a isenção para leite em pó. Novamente vetado. O governo passou 20 anos discutindo um acordo comercial com a União Europeia. D. Cristina em seis meses fechou esse acordo, conseguiu que os chineses abrissem seu mercado de lácteos e fechou acordo comercial com os países europeus que não fazem parte do euro.

Falam em retaliar o Agro brasileiro, não executando o acordo com a UE. Isso é só de boca. Eles compram comida. Poder trocá-la por produtos manufaturados reforça suas indústrias e seus empregos. Interessa muito mais a eles que ao Brasil, razão de ter fechado com o resto da Europa. “O Cara” continua com sua campanha por votos na próxima eleição.

Dos jornais “Trump intensifica a ajuda ao Guaidó em busca do voto latino americano na Florida.”

Para retribuir o apoio à sua eleição pelos senhores da guerra do Partido Republicano, ele resolveu provocar a tensão de guerra no Oriente e no Ocidente, e com isso ampliar substancialmente a venda de armas para os países daquelas regiões.

Dados oficiais: Arábia Saudita 14,7Bi: Coreia do Sul 13,7Bi; Emirados 10.7 Bi; Austrália 9.7Bi, Japão 7.5 Bi.

Essas vendas criam empregos em Estados cruciais para sua reeleição. Por que essa perseguição ao Irã, que estava cumprindo o acordo, fato que foi confirmado pela Agência Internacional de Energia Atômica? Os EUA não precisam do Urânio iraniano, que é pouco, só dá para eles mesmo que pretendem usar em seus Reatores Nucleares para fornecer energia quando o Petróleo rarear.

Foi somente para provocar a ameaça de guerra na região? Trump chegou a anunciar que “quase puxou o gatilho” com a derrubada do drone na costa iraniana. Pura chantagem. Lá como cá, só o Congresso pode autorizar. Continua insistindo no mercado brasileiro, e considerou o Brasil associado ao tratado da NATO, pois assim pode comprar os materiais de guerra de última geração.

Não existe país amigo. Cada um cuida de seus interesses, mas com chantagem, não, pois a chantagem é o sinal de desespero dos políticos destinados ao fracasso.

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