Passados seis meses de governo

Quando completaram-se os primeiros cem dias do seu governo, foi registrado em artigo no Blog. Clique neste link.

Repare que todos os 4 Ministros não escolhidos por você trabalham para o PT para destruir o Mito e ainda por ignorância cumprem as diretivas da cartilha mantendo a destruição do país. Você não deve nada a nenhum deles. Fique com o povo e com seu bom senso, muito mais competente e brasileiro que qualquer deles.

Esses 4 conseguiram paralisar seu governo por 6 meses e já projetam a continuação da crise na economia real em 2020. Com isso, o que chamam também de “Recessão”, nunca mencionada nesse governo, continuará mantendo o ambiente social próprio para os comunistas angariarem adeptos.

Já conseguiram 45% na eleição. Falta pouco. O que é inacreditável é que seu governo que representa um povo de maioria não comunista, tenha 4 ministros cumprindo a cartilha do Foro bolivariano:

1.manter a crise;
2. quanto menos educação melhor;
3. Ministro das Relações Exteriores vira latas fazendo lobbies para favorecer TRUMP, que só quer o mercado brasileiro e através dele deseja acabar com o Mercosul. Já tentaram exportação de trigo e leite em pó com imposto zero, mas foram barrados pela Ministra Cristina, em ato endossado por Bolsonaro. Agora com o Mercosul formando com a Europa um mercado muito maior fica mais protegido dos EUA. O atacado pela “síndrome vira-latas” correu para anunciar negociação de novos acordos com os EUA. Ele tem de tentar proteger os negócios do lobista que o indicou…

E a crise ou recessão, seu Guedes? No meio da fraqueza da atividade econômica que já dura 6 anos, continuamos com o Banco Central, que já reduziu a projeção para o PIB de 2019 de 2% para 0,8%. Temos 13 milhões de desempregados e 26 milhões de pessoas com falta de trabalho e sem ter onde procurar.

Vinte cinco mil pessoas passaram a viver nas ruas no Rio e em S. Paulo por não poder pagar aluguel. Vinte por cento dos domicílios voltaram à idade do carvão por
não terem dinheiro para comprar gás e agora vem o Paulo Guedes, com a jogada de “marquetingue” – o tal choque de energia barata – que iria reduzir o preço do gás pela metade em 60 dias. Mais um marqueteiro enganador. Os preços de todos os serviços essenciais tiveram os impostos elevados ao limite pela Fazenda para
aumentar a arrecadação.

O povo não estava conseguindo mais pagar impostos, porém, o imposto desses serviços – em que se paga ou se é cortado – é cobrado normalmente pelas concessionárias.

O Guedes não diz que foi o Ministro da Fazenda que aumentou o imposto do gás, hoje incidente com a faixa de 35% no Rio, cobrando-se ICMS sobre o PIS-COFINS, só que o ICMS é imposto estadual e tem lei do Congresso proibindo terminantemente a cobrança de imposto sobre imposto.

Agora já disseram que estão estudando um projeto para o Congresso validar a decisão, que esperam seja resolvida em dois anos, negociando com os Estados. Não é assunto do Congresso e sim do Executivo, assunto de competência do Ministro da Fazenda. Porém, estão tentando manter a FAKE por mais dois anos. E os 60 dias? Irresponsabilidade inaceitável para um Ministro de Estado com uma equipe de 60 técnicos.

Bolsonaro, avise aos seus auxiliares para usarem a verdade, que era o seu lema. O povo não aceita mais a tentativa de manipulação da informação para justificar ou ter a opinião pública favorável a ações do governo. O caso da Previdência foi típico: anunciaram que com essa Reforma acabaria a crise na economia e que haveria uma “enxurrada de dinheiro e investimentos no país”. Não está acontecendo. O povo, e os comentaristas, na ocasião, ficaram entusiasmados com a ideia e mesmo hoje temos uma maioria que pensa assim.

Só que já vemos a mentira deslavada. Previdência é assunto pessoal, dos indivíduos. Não produz nada, não gera postos de trabalho e é financiada pelo interessado.
Nada tem a ver com a economia. Somente agora o Secretário de Política Econômica Adolfo Sachsida começa a falar a verdade sobre a economia.

Palavras dele:

>> “Tem de ficar muito claro para todo mundo que a economia do país não está indo bem”;
>> “Só a previdência não vai nos recolocar na rota das altas taxas de crescimento”;
>> “Se preciso, governo voltará a cortar despesas mesmo que a máquina pública seja obrigada a parar”;
>> “A estratégia do governo é economia do lado da oferta”.

A equipe econômica não se deu conta que o PT acrescentou 3 milhões de funcionários públicos estáveis e mais 440 mil cargos em comissão? Não sabem que somente os cargos comissionados (contratados sem concurso público) representam 35% da Folha de Pagamentos do Governo Federal? Não sabem que qualquer arrecadação, mesmo com os mais altos impostos do mundo, não é suficiente para pagar esse volume de despesas?

Estão pagando esses servidores sem concurso emitindo títulos do Banco Central e vendendo no mercado. No dia que o mercado não comprar mais Títulos, o Governo fica insolvente e será obrigado a entregar o comando financeiro ao FMI (o que já aconteceu, em 1981) e isso irá reduzir salários até a receita ficar igual à arrecadação.

De todo o aumento de pessoal do governo, só são passíveis de demissão os “Cargos em Comissão”. Não há outra alternativa.

Vão ter que demitir todos os cargos em comissão, o que irá gerar uma redução de despesas de R$ 100 bilhões, tornando o ajuste fiscal mais administrável com outras medidas para redução de despesas.

O Secretário de Política Econômica diz que a estratégia do governo é resolver o problema pelo lado da oferta. Sabem mesmo como fazer isso?

A economia “do lado da oferta” já está oferecida pelos produtos estrangeiros. Colocaram os parâmetros da economia de modo que tudo produzido aqui custa 30% a mais do que em qualquer parte do mundo. Os estrangeiros gostaram da oferta e ocupam 25% de nosso mercado. Emprego lá fora, desemprego aqui.

O governo está entalado. Não pode aumentar mais os impostos porque a economia não tem condições de pagar. Também não pode reduzir, porque diminui a arrecadação e aumenta o rombo fiscal.

Como está muito difícil resolver esse impasse, a solução é amargar a crise até o país ficar insolvente e o FMI assumir a condução da Economia.

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