Há algo de podre no Brasil

Publicado no Estadão de 02/08/19 comunicado via email: cardoso.caly@…

“Há algo de podre no Reino da Dinamarca… Como se pode acreditar em crescimento industrial no nosso país com uma carga tributária de 35%?” – comentário sobre o recorde de arrecadação de impostos no Brasil em 2018.

Cardoso, em 2018 eram 33%. Nesses seis meses, foram acrescentados mais 2% de impostos batendo no seu número.

É evidente que o crescimento industrial não cresce, nem pode crescer, se tiver que pagar 35% contra o imposto zero dos demais países do mundo, acrescidos dos impostos legais de importação desde 2013.

Em 2014 o mercado nacional já era suprido por 24% de produtos estrangeiros, Emprego lá para produzirem e enviarem ao Brasil, e desemprego de 13 milhões aqui.

Esses funcionários são pagos pelo povo para administrar a coisa pública. Até agora na equipe econômica do Governo Bolsonaro, o que tem prevalecido não é o lema “país acima de todos” – é a presunção e a enganação afirmando há seis anos que vai tudo bem com o país, que agora acabou a recessão e que o Brasil vai crescer.

Não vai.

A economia continuará “mais do mesmo” até que se desmonte a legislação de destruição de nossa economia.

Enganaram o povo dizendo que com a reforma da previdência haveria uma “enxurrada de investimentos” no país e que finalmente o país iria crescer. Tudo mentira, e
sabiam que estavam mentindo.

Para desviar o vexame, agora estão apelando para a Reforma Tributária… Hoje, qualquer produto produzido no país custa 30% a mais que os estrangeiros. Para a indústria brasileira voltar a competir precisam reduzir os impostos para a metade. Ou desvalorizar o real. Isso feito, e o Custo Brasil fica igual ao custo dos EUA de 18%.

O Ministro Guedes afirma que não pode ser maior que 20. Correto, Ministro! Mas… como chegar aos 20%?

Nenhuma das cinco propostas em gestação considera essa meta e, sem, ela a economia continua e continuará parada.

Na PEC da Previdência, o Ministro Guedes inseriu um jabuti tributário de R$ 62 bilhões anuais, criando um imposto bancário à parte da Previdência.

O Congresso já havia decidido em 2018 que não elevaria mais imposto. O uso dos “jabutis” foi um dos modos do governo desviar dinheiro da nação, recebendo propinas das empreiteiras, tudo com aprovação da Câmara (comprada?) e isso foi considerado uma aberração pelas nossas instituições.

Imposto é custo, e os Bancos vão cobrar seus serviços mais caro. Quem vai pagar por esse aumento? O mesmo povo, que já está de tanga de tanto imposto?

Se a Câmara atual tem maioria, que represente o povo, e que simplesmente removam o jabuti tributário.

A Reforma tributária ficará ainda mais difícil de resolver com uma parte dela inserida dentro da PEC da Previdência, porém, sem ter qualquer relação com o assunto da previdência.

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