A crise atual: investimento ZERO

O país foi jogado para uma economia regressiva com a legislação estruturada para continuar se deteriorando permanentemente. É o que está sendo registrado desde 2013, em todos os meses, com a queda do PIB e arrecadação de impostos. Os setores de minerais e agronegócio não foram afetados por se destinarem às exportações que são isentas de impostos por lei.

A crise está tão violenta que o país que desfrutava a 6ª. economia mundial já caiu para a 8ª. O número de desempregados já atingiu 13 milhões e em todos os bairros vemos um número crescente de lojas fechando. Hoje somos mais de 200 milhões de brasileiros, mas o roubo e as decisões políticas erradas com a economia, tomaram tais proporções que inviabilizaram economicamente o país.

Como sair dessa? Está difícil…

A administração do país se tornou um caos. Ninguém consegue sequer indicar um rumo.

Tem solução? Sim. Depois de 4 anos de estudo foi enviado às lideranças eleitas em detalhes como fazer as reformas que o país precisa escrita em português claro. Mas, ou são analfabetos funcionais, ou estão a serviço de outros interesses, pois nada fazem e mantêm a crise, um ambiente propício para a sua pregação política de luta e resistência.

Com o investimento industrial ZERO há permanente redução da atividade industrial, do PIB, da arrecadação de impostos e, por consequência, dos empregos, até se poder voltar a investir nesse país.

Pergunta de 1 trilhão de dólares: Por que os investidores se recolheram?

1 – Porque o artigo 145 da Constituição dá poderes a todos os governos federal, estadual e municipal para criar impostos por simples aprovação de lei em suas assembleias. Com essa liberalidade, os governos interferem na economia e, de 1988 até 2016, foram emitidas 4,7
milhões de normas, sendo 309.147 normas tributárias, inviabilizando qualquer administração.

2 – Por ter aprovado uma lei que permite criar impostos sobre exportação, o que é inaceitável no mundo. A Vale do Rio Doce paga 2% do seu faturamento como imposto de exportação, obrigando-a a tirar do seu lucro e entregar ao Governo pois não pode transferir aos clientes.

3 – Por permitir intervenções na economia sem qualquer planejamento como nos Planos Verão, Bresser etc.

4 – Investir num país cuja justiça trabalhista tem regras que permitem o achaque das empresas, com a ajuda de advogados e juízes que dividem de 30 a 50% das decisões de pagamento pelas empresas? Isso foi finalmente corrigido pela revisão recente da CLT pelo Congresso.

5 – Por ter o Governo Collor feito uma intervenção brutal que, em um ano, destruiu 20% da indústria nacional, confiscando 90% do capital de giro na conta bancária das empresas. O dinheiro confiscado era o patrimônio das empresas, garantidos pela Constituição, nunca sequer mencionada a devolução dos valores integrais e corrigidos. Constituição para quê, se ninguém do Governo cumpre as leis?

6 – Por ter o Ministro Mantega, com 183 portarias, destruído o Código Tributário Nacional e o arcabouço do nosso imposto de importação, acabando com a competitividade das indústrias brasileiras. Essas medidas inundaram nosso mercado doméstico com 26% de produtos importados. Isso destruiu 20% de nossa indústria nos últimos 4 anos, e continua a destruí-la. Os empregos dos brasileiros foram transferidos para as indústrias estrangeiras. E o desemprego já atinge 14 milhões de pessoas em idade economicamente ativa.

7 – Por ter acabado com a legalidade do Código Tributário brasileiro, que foi uma lei retalhada e transformada pelas portarias
arbitrárias do Ministro da Fazenda com autorização legal dada pelo Congresso para que isso ocorresse.

8 – Por ter decidido, ditatorialmente, que alguns setores da economia pudessem ter desonerações de um percentual muito pequeno de suas contribuições para o INSS, desde que recolhesse à Receita Federal o valor desses desembolsos. Essa providência melhorou a arrecadação, mas criou um rombo descomunal no fundo de aposentadoria do INSS e deixou o Fundo Previdenciário arrasado. Na prática destruiu a Previdência no país.

9 – Por ter dado desonerações fiscais e juros subsidiados a empresas escaladas. Como uma empresa já estabelecida pode concorrer com essas que não pagam imposto? Se é para destruir as concorrentes, deixando-as sem condições de competir, já alcançaram seu objetivo. Esse procedimento foi utilizado por todos os Governos desse país, passando por cima da Constituição (que diz que todos são iguais perante a lei). Essas desonerações desestruturam o mercado, destruindo a lei da oferta e procura.

10 – Por ter emitido impostos alcançando todos os produtos. Imposto é custo direto e pode inviabilizar qualquer investimento por não ter alternativa senão transferir para os custos e esses para os preços reduzindo o mercado. Ao se deparar no início do segundo mandato de D. Dilma, sem dinheiro para pagar as contas, imediatamente o Governo aumentou todos os impostos que não necessitavam de autorização do Congresso. Resultado = a inflação passou de 6% para 9%. E o custo Brasil atingiu mais de 37%. Devido aos impostos, todo produto brasileiro tornou-se mais caro 30% do que qualquer produto estrangeiro e todos os economistas que nunca produziram nada, só afirmam que as empresas brasileiras não tinham competitividade. Desonestos, comprados ou incompetentes.

Bem, como não dá para trabalhar nesse caos econômico, os investidores se retraíram zerando o investimento. O problema da economia brasileira é como restabelecer as condições para que se possa investir nesse país.

O Capital para investir existe. Não podendo investir aqui, estão transferindo os investimentos para o exterior. Até o final de 2013 foram registrados legalmente no Banco Central cerca de 400 bilhões de dólares, mais do que as reservas de dólar do país. O BC não informou os valores atuais.

Este artigo foi escrito em 2015 e todas as intervenções indicadas na economia continuam em vigor, para atender a cartilha comunista de enfraquecer a economia da sociedade e assim facilitar o domínio do país, trazendo o PIB e o investimento para zero, patamar em que se encontram desde dezembro de 2014.

O governo e os economistas, inclusive o Guedes procuram enganar o mercado, afirmando que com a Reforma da Previdência o Brasil vai crescer. Pura enganação! Previdência não produz dinheiro, nem gera investimento na economia.

O Meirelles também alardeou que a crise – que ele chamava de recessão – tinha acabado e o país ia crescer. Também era pura enganação.

Agora o IBGE demonstrou, com dados retirados das Ciências exatas, que era tudo mentira. Quando é que os homens do governo vão ser
honestos com o povo que paga pela administração dos seus recursos públicos?

O povo cansou. Como não enganam mais ninguém, o povo não aceita viver nessa crise permanente que está acabando com o país. Foi às urnas bradando com Bolsonaro: “País acima de todos” e espera que ele seja coerente. Não pode atender a messiânicos, astrólogos, religiosos, políticos, filósofos, colocando-os acima do país ou vetando proposições visando o país de todos. Ele não precisa do Congresso para resolver a crise. Ela foi instituída pelo Executivo e é ele que tem as atribuições legais para resolvê-lo. Basta ter competência.

Providência só afeta o Ajuste Fiscal. Nada tem a ver com a crise. Usam a Previdência para desviar a falta de competência para resolver a crise.

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