As contas da Educação

O Dr. e Professor Luís Eduardo Assis publicou em 18/03/19 artigo com o título: “Conta Errada” começando com a seguinte frase:

“em meio a barafunda em que se meteu o Ministério da Educação, se gasta tempo tecendo a lã negra da perfídia”

Daí o Presidente Bolsonaro tuitou: ”o Brasil gasta mais em relação ao PIB que a média dos países desenvolvidos” o que, segundo ele, parece incompatível com a posição vexatória de 63ª de 70 que o país ocupa no ranking da PISA de avaliação internacional de estudantes.

A mensagem é que já gastamos muito com educação e que nossa educação humilhante decorre da mistura entre corrupção e ideologização do conteúdo curricular. Será mesmo?

Não. Bolsonaro está errado na sua avaliação. Esses dois problemas existem em quase tudo nesse país, mas o principal é a falta de um administrador contratado e responsável pela administração e alocação dos recursos disponíveis. Afirma que não tem sentido comparar o que os outros países gastam em educação como proporção do PIB. Tem todo o sentido!

Pergunto: por que, com o mesmo dinheiro, os países educam e disputam os primeiros lugares do PISA?

Dinheiro é o sangue que agiliza as ações executivas. Constrói escolas, contrata professores, avalia sistematicamente os desempenhos de sua administração e presta contas. O Presidente jurou cumprir a Constituição que na seção “DA EDUCAÇÃO” a partir dos seus artigos 205 a 214 da CF detalha como executar a educação no Brasil desde os 5 anos de idade.

O conteúdo da Constituição não está sujeito a políticas de governo, de ministros ou de pessoas, é como o Estado Brasileiro encara a Educação com recursos e planos decenais de ensino. Ali estão todas as orientações básicas para que a Educação Brasileira seja executada por um administrador eficiente, inclusive com as prioridades numeradas de: I – erradicação do analfabetismo II- ensino universalizado obrigatório III -formação para o trabalho.

Falta somente o governo escolher alguém, ou contratar (previsto na Carta), e dar a ordem de cumprir o estabelecido na Carta.

A educação é obrigatória para todos os cidadãos aí incluídos os índios, quilombolas, os 15 milhões de nem-nem (não-estudam-nem-trabalham), os mesmos 13 milhões de analfabetos há 15 anos, e os abandonados nos confins desse país imenso. Realmente a tarefa é enorme e necessita de ações executivas impositivas, como a do Governador Carlos Lacerda, que decretou educação obrigatória no Estado da Guanabara, nos anos 1960, para todas as crianças.

Não tinha escolas para todas e ele criou 3 turnos de aulas. Quando começavam as aulas e as crianças não compareciam, a Rádio Patrulha ia nas casas dos alunos, deixava o garoto na Escola, e levava um dos pais para se entender com o delegado.

Depois de 15 dias os turnos funcionavam tranquilos. A escolaridade do Brasil era péssima naquela época. O Governador Lacerda determinou por decreto que somente operários que tivessem o primeiro grau poderiam ser admitidos com carteira assinada e os que estavam trabalhando deveriam obter esse diploma em seis meses ou seriam demitidos.

Nossa firma tinha 300 operários e o levantamento mostrou que 80 não tinham o 1º grau. O Senai, braço educacional da indústria, forneceu professores e, em 4 meses, todos foram fazer exame no Colégio Pedro II, um colégio de referência da época e mandatório pelo decreto. Os trabalhadores foram aprovados e a melhora do nível mental aumentou a produtividade da firma.

Quando o governador deixou o cargo, tudo foi sendo esquecido, razão da Constituição ter obrigado a fazer o plano decenal, para ter continuidade, e ter instituído o ensino obrigatório, que é existente em todos os países do primeiro mundo.

O governo de políticos não cumpre a orientação constitucional por ser mais barato comprar voto de ignorantes, e por isso aprovaram uma lei em que todos podem ser eleitores.

Mas o Bolsonaro, que agora não é mais político, virou Executivo e como tal pode e deve escolher o administrador, basta um só, e despachar todos os demais.

As contas da educação não fecham porque 70% da verba é para cursos superiores, quando a Constituição determina que a prioridade é o ensino fundamental e estabelece até as prioridades. Para cursos superiores são os recursos que sobram.

A corrupção na educação é porque se concentra 70% do dinheiro ao alcance dos corruptos. Distribuindo o dinheiro como manda a Carta, reduziria muito o problema na educação brasileira.

Quanto à ideologização dos currículos, basta cumprir a Carta e concentrar os alunos nos estudos, acabando com o tempo de pregar ideologias. Política não pode existir nem influir nas normas de ensino. Não existe isso na Carta, nem a exigência de se aprovar currículos por Medida Provisória ou por lei.

Existe uma doutrinação comunista no ensino superior, no governo e no país. Para isso é preciso manter o país nessa crise, que já dura 7 anos, e que gera um ambiente de frustração de emprego e falta de expectativa de melhora nas condições de vida, razão para mudar para a esquerda pois são eles que prometem garantia de emprego e satisfação na vida.

Essa promessa é enganosa, mas o povo ficou sofrendo sem alternativa e o governo PT conseguiu manter esse caldo, onde prolifera a subversão com 13 milhões de desempregados e a economia parada por 7 anos. Isso é um assunto intocável pela imprensa, pelos comentaristas e pelos aparelhados, impedindo a sociedade de se mobilizar para exigir planejamento para acabar com esse absurdo.

O Paulo Guedes absorveu o Ministério do Planejamento e não apresentou até hoje nenhum plano para acabar com a crise: repetiu a política do Meirelles de concentrar todo o governo na reforma da Previdência, para converter as contribuições dos operários em imposto e dar condições de alívio ao ajuste fiscal e manter a economia parada.

O planejamento do PT para continuar a pregação da subversão do país continua intocável. E o TCU hoje breca o leilão de rodovias de Bolsonaro para impedir a criação de empregos e ajudar a manter a crise. Está na hora de nosso presidente, não podendo demitir os aloprados, simplesmente desconhecer suas decisões e manter os programas do Executivo, pois aí estão as suas responsabilidades, não a deles.

O povo com trabalho, perspectiva de vida e de educação como os do primeiro mundo, não quer saber de comunismo, hoje inexistente até na
Rússia, onde foi criado. Teorias comunistas só proliferam onde existe pouca escolaridade e estagnação econômica, como no Brasil de hoje.

Para acabar com essa pregação no ensino superior basta elevar o nível dos cursos e estabelecer nível de aprovação de 70% como mínimo de aproveitamento. Quem no final do ano escolar não conseguir esse resultado deverá ser desligado da universidade. É assim nos EUA.

Correndo atrás de alcançar o mérito de continuar com o ensino gratuito, o jovem só tem tempo para estudar. Acaba com o estudante profissional, foco dessa subversão. Ou cumpre o mínimo de créditos escolares do ano, ou é exonerado. Para obter bolsa de estudo, para tirar o mestrado e o doutorado, também deve ser instituído o critério de mérito.

Nos EUA nem sempre a pós-graduação é oferecida e requer um estudante destacado, com notas em torno de 80% de aproveitamento. A corrida para alcançar o mérito produz os melhores profissionais do mercado e há uma concorrência nesse sentido entre as universidades do mundo todo.

Bolsonaro: Você jurou cumprir a Constituição! Como executivo do Brasil, basta escolher ministros admitidos como competentes, dar-lhes as ordens macro de suas áreas previstas no Planejamento, cobrar resultados e demitir trocando por outro se falhar. Comece exigindo isso do Guedes ou retire-o do Planejamento. Sem isso não há trabalho conjunto visando o bem-estar do país.

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