Olavo, o guru intelectual dos bolsonaristas

Do comentário da jornalista Karla Gamba comentando os ataques sistemáticos do filósofo Olavo de Carvalho ao General Mourão:

Filosófo que publicou um livro de 600 páginas com o título “O mínimo que precisa saber para não ser um idiota”.

Esse título já coloca o leitor como um idiota procurando conhecimentos para sair dessa. E o livro insiste em colocar o leitor rebaixado a idiota para que assim ele possa emergir sendo o intelectual filósofo que sabe de tudo. Filósofo só tem uma particularidade, pode afirmar e publicar imbecilidades e dizer que é a filosofia dele.

O artigo publicado no Globo de 12/03/19 do jornalista Bernardo de Melo Franco com o título “O governo refém de um lunático” define bem os
danos que o Olavo está fazendo ao governo Bolsonaro e ao Brasil. E, na realidade, Olavo não sabe de quase nada. Nunca foi guru de bolsonarista nenhum. É um lobista, negociante esperto utilizando o papo de filósofo para ter livre acesso às altas esferas e mencionar possibilidades de negócios que possam lhe render um boa comissão. Já vive nos Estados Unidos há 15 anos. De repente aparece aqui como apoiador de Bolsonaro. E lá, na América, circulando no Departamento de Estado. Não sei se ele deu recursos para a campanha, mas com certeza, Bolsonaro não deve nada a ele por sua vitória.

Ninguém sabe como Bolsonaro foi convencido a nomear uma mentalidade de vira-lata que tenta transformar o Itamaraty em um Ministério de vira-latas, só para não expor sua mediocridade. E ainda tem o desplante de ter sua própria política externa de submissão aos EUA, isto, é um retrocesso de 60 anos.

A Constituição de 1988 que Bolsonaro jurou cumprir tem, logo na primeira página, a Política Externa do Estado Brasileiro construído na experiência do pais de 80 anos. O Executivo não faz leis, e jura cumprir as leis. Militar não é perjurador, e o Jair deve se ver livre o mais rápido possível das duas nomeações desse Olavo para o governo.

A nomeação na Educação é para garantir cabide de emprego para seus pupilos. Exatamente como faz o PT, talvez cobrando até um dízimo. Publicaram que o Olavo está sem dinheiro e está precisando de doações. Isso explica a agressividade comercial do Araújo.

A indicação foi para encaminhar os negócios. Seu agente Araújo foi ao Departamento de Estado combinar como favorecer os Estados Unidos, certamente em troca de dinheiro. Foram pedir ajuda ao Trump. Ofereceram a Base de Alcântara no Brasil, para o uso americano, ofereceram juntar-se para invadir a Venezuela e entregar a base de Alcântara para exploração comercial deles e desenvolver satélites aqui, isto
é, entregar esse setor à Hugues, que vem sabotando o programa aeroespacial brasileiro desde o início.

Trump exigiu mais. Queria imposto, abertura para negociação de livre comércio. Trump deu logo o preço. Quer alíquota zero para exportar trigo para o Brasil. Alíquota zero é a do Mercosul. Destruiria o Mercosul, abrindo mercado para eles. Que comissão gorda se desse resultado! Mourão, mais atento, parece que vetou e aí viu o Olavo passar a seguinte campanha nas redes sociais: “o maior erro de minha vida como eleitor foi apoiar o Gen. Mourão. Não cessarei de pedir desculpas por essa burrada.”

Quem faz burrada é burro, e é como ele se define. O resto é enganação. Agora o vira-lata programou essa viagem do Bolsonaro aos EUA, dizendo que é para melhorar o status internacional do Bolsonaro, e para reverter os resultados de Davos. Na realidade querem oferecer equipamentos militares que, ao serem pagos, geram uma comissão e liquida a possibilidade de produção desses equipamentos no Brasil, que já aprendeu que uma decisão como essa é prejudicial ao país – gera emprego lá e desemprego aqui.

Só se desenvolve tecnologia real produzindo, isto é, como se aplica, e procurando fazer cada vez melhor. A tecnologia está toda na internet ou publicada.

A imagem do Bolsonaro só vai reverter quando essa economia, parada há 7 anos, voltar a crescer. E não é com a aprovação da Reforma da previdência, que nada tem com a economia, e é somente um problema de caixa do governo.

Nenhuma medida foi tomada para acabar com a crise. Essa viagem só atrapalha as tomadas de decisões nesse início. Estão querendo manter a
crise transferindo a culpa para o Bolsonaro.

Bolsonaro! Só assine protocolo de intenções! Compromissos não podem ser assumidos pelo Executivo: o Congresso é quem decide. Basta dizer que vai submeter esses protocolos ao Congresso, e não dê decisão alguma para não ficarem cobrando sua posição depois, para influenciar o Congresso como estão fazendo com a Previdência.

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