A crise econômica seguirá a mesma em 2019

Faltou competência na equipe de transição para tirar o país da crise. São tão ingênuos que o Meirelles disse que não era crise, e sim recessão. E a
maioria dos aparelhados pelo PT endossaram essa mentira. Ou caem na real ou vão curtir essa recessão até o governo ficar insolvente e o FMI assumir o comando da economia.

A crise foi instituída pelo governo e o Meirelles, membro da quadrilha, não quis assumir a responsabilidade pelas consequências da execução da
cartilha de Gramsci como política do governo e a chamou de recessão. Perguntado por uma jornalista o que tinha causado a recessão, disse que “o
povo passou a comprar menos” e ela se instalou. Ninguém perguntou porque o povo passou a comprar menos. Simples. Foi porque perderam os
empregos, e os salários e a renda de 14 milhões desapareceu do mercado. E não adianta procurar empregos, porque os postos de trabalho
desapareceram. O governo instituiu uma censura da informação que impedia a sociedade ter conhecimento do que estava ocorrendo. Até as
Federações das Indústrias e do Comércio diziam que não tinham informações do número de empresas fechadas. Somente agora foi divulgado no jornal que 230 mil empresas deixaram de existir. Será preciso uns 10 anos para restabelecer 14 milhões de postos de trabalho de nosso mercado interno e isso deixou o problema do emprego complicado de solucionar.

É irresponsabilidade funcional o secretário do emprego afirmar que vai aumentar 10 milhões de empregos com a desoneração das folhas de
pagamento. Ninguém contrata por ser barato. A empresa paga ao trabalhador um preço que dê retorno para a empresa. Incompetentes já afirmaram que a reforma da CLT ia gerar 1,5 milhão de empregos. Agora outros repetem a mesma enganação.

A partir de 2013 a legislação foi sendo alterada e a crise se instalou. À proporção que as empresas fechavam, a arrecadação foi caindo. No final de
2014 o PIB e o investimento foi a zero e a arrecadação não era mais suficiente para pagar as contas do país. Complicou o governo ter aumentado o número de funcionários além de aumentar os salários 30% acima dos correspondentes do meio civil, o que é proibido pela Constituição.

Complicou também porque foram preenchidos milhares de cargos em comissão drenando 35% da folha de pagamentos do governo, isto é 100
bilhões por ano.

Para cobrir esses rombos foi aprovado o Teto de Gastos, autorizando o Executivo a emitir 175 bilhões por ano em títulos do Tesouro pelo Banco Central durante 20 anos e vendê-los no mercado. Resultado: a dívida pública já alcança quase 80% e os dólares de nossas reservas estão no limite para garantir o pagamento dessa dívida. Quando não conseguir colocar mais esses títulos podres no mercado, o país ficará insolvente e terá de se submeter ao FMI.

O artigo 145 da Constituição permite que os governos federal, estaduais e municipais criem impostos desde que aprovados pelas respectivas câmaras legislativas. Os executivos irresponsáveis utilizaram essa prerrogativa para aumentar a arrecadação elevando o custo Brasil de 23% para 37% e com isso inviabilizaram as operações de parcela enorme da indústria de transformação, que não podia mais competir pagando 37% contra os importados, que aportavam aqui com imposto zero. O governo destruiu 230 mil empresas e entregou esse mercado aos países estrangeiros cujos produtos em 2014 passaram a ocupar 24% de todos produtos à venda no nosso mercado interno. Desemprego aqui, emprego no exterior. Pergunta: o governo é brasileiro?

E tem mais: nenhum executivo dos governos abre mão dessas prerrogativas do artigo 145 da CF, de modo que é inviável o Congresso alterar a
Carta Magna.

Os Estados elevaram o ICMS até onde puderam. Só pararam de aumentar quando o aumento que fizeram deu como resultado redução da arrecadação. Conseguiram bater no limite da possibilidade de pagamento de impostos pela sociedade. Depois, jogaram a culpa na indústria, inventando que não tinha competitividade e os papagaios economistas comprados repetem isso até hoje. Esse pessoal fez o fundamental? Sabe fazer contas? Não é problema econômico, é aritmético. Ninguém compete pagando 37% contra o que entra aqui com imposto zero. Se não sobra margem de lucro, não voltará a ter investimento no país.

O artigo 145 da CF permitiu os Governos Estaduais e Municipais desse país fazerem 4,5 milhões de intervenções no mercado, uma a cada 20 minutos desde a aprovação da Constituição e dessas, 390 mil normas tributárias.

Resultado: não dá para fazer projetos de investimentos pela total falta de possibilidade de retorno, o investimento zerou em 2014 e vai continuar zerado enquanto durarem as legislações vigentes para a economia. Agora estão todos perplexos porque atingiram todos os limites da única política econômica dos governos – aumentar impostos.

Como não dá mais, ficaram só com a emissão de títulos da dívida pública. Os Estados, nem isso, porque não podem emitir dinheiro. Daí, querem empréstimos para o Tesouro pagar porque não têm viabilidade.

Todos sabem que a crise existe no ajuste fiscal, na previdência, na reforma tributária e na falta de emprego. Todos esses resultados foram criados pelo Poder Executivo do governo. Se foi criado pelo Executivo, é lógico que deve e pode ser corrigido pelo Executivo. E pode mesmo. Mas onde está competência para isso? Acabou 2018, chegou a Posse presidencial e nenhuma proposição sequer racional até agora.

E os secretários pré-nomeados insistindo em interferir na Lei Trabalhista sem sequer saber o que fazer e repetindo o programa do PT que alterando a CLT vai aumentar o emprego. Agora querem meter a faca no Sistema S, que o PT não havia conseguido destruir.

A arrecadação do Sistema S é de R$ 18 bilhões. Agora vem o Sachida, da política econômica explicar no jornal que “corte no Sistema S será dinheiro para as empresas”. Não foi o que o Guedes afirmou na Firjan: ele disse que só ia repassar 50%. E os outros 50%?

  • Esses R$ 18 bilhões do Sistema S correspondem a 1 ou 2% da folha de salários.
  • O salário-educação recolhido na folha para ajudar responsabilidade do executivo pela educação é maior que o Sistema S. O seguro de acidentes de trabalho que era bancário e custava 2,5% da folha, foi passado para o INSS por 4% da folha e o atendimento dos acidentes foi a zero, levando todas as empresas a contratarem esse seguro como era originalmente, inclusive os órgãos do próprio governo, mas continuam pagando os 4%.
  • As multas do FGTS foram instituídas para tentar frear as demissões provocadas pelo governo. O Congresso mandou cancelar, mas a ditadura de D. Dilma converteu-a em dinheiro para aplicar no Programa Minha Casa Minha Vida. Não acabam porque querem o dinheiro, e daí já viu: virou imposto. Esses recolhimentos são de quase 10 vezes o do Sistema S, e esses sim são inúteis para as empresas, pois nem da educação básica, nem do seguro recolhido, nem das multas, nada retorna em benefício para as empresas.
  • O Sistema S sim, é utilizado generalizadamente.

 

Bolsonaro – Você está no caminho certo e escolheu para ministros só gente séria e competente. Não foi o que aconteceu com o Guedes. Tudo indica que, naquele Posto Ipiranga, não estava a competência que V. imaginava por ser um banqueiro e não um empresário. Acontece que todos os assuntos da crise estão relacionados com as empresas. Ele tem um cérebro desenvolvido, experiência administrativa no seu Banco e Instituto, e é de firme determinação. Vai encontrar auxiliares que conheçam os quatro problemas cruciais de nossa economia e o ajudem a resolvê-los. Posso lhe garantir que este quadro de crise tem solução e medidas podem ser realizadas sem o Congresso. A oposição no Congresso vai fazer o possível para vetar suas proposições pois querem o seu fracasso, e a equipe do Guedes está contribuindo para isso, por não se concentrarem em resolver os problemas da crise e sim tumultuando com divergências no trabalho.

O Brasil e seu povo pedem a Deus que em 2019 ilumine o Governo para colocar sua economia no rumo do desenvolvimento e esse país voltar a ser
o melhor país do mundo para se viver.

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