Ao Estadão – e com cópia para Persio Arida

Manchete das Eleições 2018 do Estadão de 22 de Setembro:

“Se CPMF fosse bom, o resto do mundo teria feito.”

É uma crítica mordaz do Pérsio Arida.

Como o mundo teria copiado, se essa inovação ainda não existe aplicada?

Registro três comentários à sua entrevista e aos “economistas das eleições”.

Primeiro. 

O nível de formação profissional do MIT não lhe dá o direito de esquecer a ética e sair dando declarações sobre assunto que desconhece, criticando um colega de mesmo nível de formação por ter comunicado que pretendia instituir o Imposto Único aos moldes da cobrança do antigo CPMF. O Imposto sugerido não é um imposto a mais: é simplesmente um método ideal e revolucionário para se coletar as contribuições tributárias dos brasileiros para pagar as contas do país. Sua crítica teve o benefício de trazer o debate da sociedade para pensar as soluções para o país.

Segundo.

O Brasil está nessa crise devastadora há 4 anos e todos os economistas dos presidenciáveis só têm propostas vagas de fazeremmais do mesmo” e esperar que a crise desapareça pela mera reação da sociedade. Isso não pode acontecer porque a crise foi gerada com a mudança das regras da economia, e nenhum economista prestou a atenção no impacto que resultou no mercado das 183 portarias do Mantega em 2013.

Tudo inconstitucional, mas a mídia não deixa comentar sobre isso. O Meirelles, não sabendo resolver a crise, enganou a todos dizendo que era recessão o que todos os economistas passaram a repetir como papagaios. 

Na eleição de 2014, porém, já com a crise em andamento, todos os economistas dos presidenciáveis propuseram “mais do mesmo”. Continuou a mesma crise, e tivemos mais 4 anos dela. Errar com a receita demais do mesmooutra vez, em 2018, é o que o cientista Einstein classifica de estupidez.

Vocês, economistas, são profissionais e deveriam pesquisar e procurar trocar ideias com alguém que possa ajudar com medidas para atacar essa crise. A reação espontânea da sociedade foi o fenômeno Bolsonaro, e é espontâneo de uma sociedade que não aguenta a receita “mais do mesmo” e quer tentar mudar. O Bolsonaro, honestamente confessou não saber nada de economia. E também, se alguém conhece algo de economia suficiente para fazer o país crescer, é fato que não apareceu nesses últimos 4 anos de crise.

O presidenciável Bolsonaro afirma que entregará ao Paulo Guedes os problemas da economia, sendo o economista e sua equipe reconhecidos internacionalmente como competentes. 

Porém, quando o Paulo Guedes apareceu falando numa frase a ideia do imposto único, saíram todos, na mídia escrita e digital, descontextualizando a fala, e dando palpites como grandes conhecedores da inovação que nunca foi aplicada no mundo. Assunto que para eles nunca existiu: nem para o Bolsonaro e seus filhos. Essa é a diferença de competência.

Terceiro.

A lei do imposto único é extremamente abrangente porque significa organizar nossa economia utilizando todos os recursos tecnológicos, de engenharias industrial, fiscal, tributária, econômicos, de mercado, constitucional e legislativos. Há 20 anos essa ideia está em gestação, principiando pelo projeto do imposto único, proposta inovadora do Deputado Marcos Cintra e outro. O Congresso levou anos, conseguiu aprovar o projeto em todas as comissões e o relatório final teria de ir à votação.

O governo nunca permitiu essa aprovação e foi arquivado. Mas ideias não morrem. O Marcos Cintra, então Vice Presidente da FGV, colocou suas ideias num livro em inglês: “Bank Transactions: Pathway to the single tax ideal. Depois de muito estudo foi possível fazer a primeira minuta da Lei ser submetida à FGV e ajustada. 

Distribuída aos membros da APEC, comandada pelo Bulhões para que dessem comentários, os membros nem leram: só estão interessados nos salários que recebem, não pelo que se passa na economia. 

Nenhum presidenciável ou economista de sua equipe propõe algo para acabar com a crise, embora as pesquisas Ibope/DataFolha têm chamado a atenção para o fato de que 40% dos votantes estavam aguardando as propostas.

A crise é profunda e a única saída das discussões nos Fórum do Estadão era a CPMF do imposto único para resolver o problema brasileiro da Reforma Tributária. Resolvido isso, a crise acabará, como consequência imediata da correção da economia e supressão de insegurança jurídica neste campo.

O Guedes é atuante e sendo um “cérebro no topo do conhecimento em sua especialidade, falou na reforma tributária do imposto único. 

Algum economista tem alguma proposta alternativa? Não; então meteram o pau nele.

Foram tão violentos que a reação alertou sua segurança e afastou-o da imprensa e dos debates. Debater o quê, se ninguém sabe nem quer saber de nada disso? 

O Estadão foi responsável por divulgar a FakeNews, desvirtuando a fala acerca da contribuição tributária do Imposto Único.

Para reforçar a crítica ainda tentaram destruir propostas sobre o Imposto de Renda – que passaria a não existir mais. O Leão seria aposentado. O modo de arrecadação se transformaria em via bancária. Não haveria mais nenhum imposto no país, apenas um, único, e incidente igualmente para todos, segundo sua capacidade contributiva. 

O que se visava com o imposto único era o bem do povo desse pais. Com 60 dias após sua aprovação, o país decolaria com o resultado do trabalho de seu povo, sem governo, sem políticas, sem 5 meses do ano pagos em impostos, e sem sonegadores: o custo de vida cairia para a metade.

A inflação vai para zero e desaparece do país para sempre. Os governos só poderiam gastar o arrecadado nos bancos. A divisão do bolo seria feita pelo Congresso.

Desapareceria o Imposto de Renda e os salários seriam acrescidos dos descontos do IR na fonte.

O custo Brasil cairia de 37% para 18%. Hoje, produzir no Brasil custa 30% mais do que nos outros países. Isso acabaria, e os brasileiros poderiam voltar a trabalhar, produzir e competir.

A estabilidade voltaria de forma permanente para a economia e com isso poder-se-ia programar os investimentos, mesmo os de longo prazo de retorno, sem risco jurídico, isenções esdrúxulas, ou de interferências dos governos.

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