Ensaio sobre a cegueira

Cara D. Vera Magalhães,

Não use os ensaios do Saramago para explicar a cegueira de grande parte da sociedade e da totalidade dos comentaristas de meias verdades. O Governo implantou em 2012 uma censura ditatorial de todas as informações que pudessem ser usadas contra qualquer ação do governo.

A sociedade está sofrendo dramaticamente com as ações do Governo Lula/Dilma/Temer depois do Lula anunciar no Congresso Bolivariano realizado em S. Paulo que ia instituir o partido único e transformar as instituições desse país em bolivarianas, e para isso iria seguir a cartilha de Gramsci e colocar D. Dilma, que passou pela lavagem cerebral comunista e é uma guerreira confiável, para executar as ações da Cartilha.

Essas informações desapareceram de todas as mídias e era impossível comentar na imprensa o assunto. Um jornalista do Estadão comentou, em um artigo de 2014, que quando o dinheiro entra pela porta da frente de um jornal, sua autonomia sai pela janela. Deve ter sido demitido.

As metas de Gramsci foram cumpridas – levaram o PIB e os Investimentos para zero. Em dezembro de 2014 o Ministro Mantega conseguiu exatamente essa meta.

A D. Dilma ainda aumentou os impostos internos do governo FH de 26% para 37% e, com isso, inviabilizou a indústria nacional, pois não dá para competir com os produtos estrangeiros que chegavam aqui, se os nacionais pagam 30% de imposto. Assim foram desaparecendo as indústrias, os empregos, o dinheiro na mão do povo e daí se seguiu o fechamento das lojas.

Sem dinheiro para comprar, a inflação tende para zero, e o Banco Central nada tem a ver com isso.

Mas celebram como uma das conquistas do Governo!

Quantas indústrias fecharam? – Será que compraram também as Federações das Indústrias para não divulgar esses dados? Isso porque são as indústrias as sócias-contribuintes das Federações e, quanto menos indústrias contribuindo, mais fácil será comprar a Federação para esconder os dados da quebra do país.

Quantas lojas fecharam? – Recentemente a Associação dos Lojistas publicou que foram cerca de duzentas mil lojas, mas essa informação também desapareceu da mídia.

Só nos shoppings 15 mil lojas estão fechadas, matéria publicada pela associação dos lojistas.

Pela propaganda, o Governo é perfeito e deixa um legado que deve continuar com a quadrilha: acabou com a recessão (para esse governo, nunca existiu crise), a inflação está domada, o emprego está crescendo, a indústria está investindo. Está mesmo?

O IBGE acaba de mostrar que é tudo mentira.

O Governo já anunciou como vai agir para voltar o emprego, que está com 12 e 14 milhões de desempregados há quatro anos? Não. O Governo está mudo há quatro anos.

A tal “competente” equipe econômica elogiada pela mídia diariamente, não entende nada de economia de mercado.

Ao executarem o programa do Gramsci, esqueceram os efeitos colaterais. Ao destruírem as empresas, a arrecadação caiu drasticamente e não dá mais para pagar as despesas do Governo e, juntamente a isso, não dá para bancar os 400 mil comissionados que funcionam como reserva de votos para o sistema.

Aí veio a MP do teto de gastos, o que significa uma autorização do orçamento para emitir R$ 175 bilhões de reais em títulos do Banco Central por ano, e isso durante 20 anos.

Sabem que esse é o tempo para reconstruir as indústrias destruídas.

Este ano, a dívida pública deve atingir 80% do PIB. Os títulos brasileiros estão podres e para vendê-los, os juros são altos. Se não conseguir vender, o governo quebra, igual a Grécia.

A previsão do Governo é que o rombo de 2019 seja de R$ 200 bilhões.

Em uma coisa a Dona Vera Magalhães tem razão: o próximo governo vai enfrentar uma situação econômica financeira dificílima de se resolver e, como esses assuntos nunca puderam ser
discutidos claramente, nenhum candidato ou economista das campanhas sabe apresentar um programa, mesmo mínimo, para resolver.

Veja os debates VAZIOS das entrevistas coletivas dos jornais com os presidenciáveis e com os economistas consultores.

A greve dos caminhoneiros foi deflagrada pelas ações do Meirelles. Como ninguém consegue pagar mais imposto, resolveram cobrar imposto selecionado naquilo que a sociedade não pode deixar de pagar como: combustíveis, comida, eletricidade e gás.

O Ministério da Fazenda tem permissão, pelo artigo 145 da Constituição, para criar impostos. Assim, resolveu aplicar o Pis/Cofins nesses produtos.

Resultado: 7.5% na fonte, acrescido de ICMS sobre o imposto, o que é proibido por Lei, mas que nenhum governo cumpre.

Os caminhoneiros deram um Basta! Não podem trabalhar sem poder contratar o frete, porque o preço do Diesel varia todo dia.

A estabilização da economia é responsabilidade do Governo, não da Petrobras. Ou se estabilizam os preços dos combustíveis, ou os caminhoneiros certamente continuarão parados. Se não nas rodovias, ficarão em casa, sem trabalhar. Pois ninguém quer trabalhar para tomar prejuízo.

Imediatamente o governo mentiu, dizendo que havia um acordo para acabar com a greve. E por que não publicaram o acordo assinado?

Os caminhoneiros dizem que não assinaram nada. É gente séria. Não adianta colocar na cadeia os donos das transportadoras porque a maioria dos caminhoneiros é autônoma e são apenas contratados pelas transportadoras. O problema é como fechar o contrato do frete.

Depois, a culpa foi transferida para a Petrobras. O Governo nunca tem culpa de nada.

Determinaram que a Petrobras teria de pagar R$ 350 milhões por um desconto no preço do Diesel, mantendo-o fixo por 15 dias.

Mas a Petrobras não é do Governo e sim uma Sociedade Anônima cuja Lei proíbe taxativamente a utilização de recursos da empresa (que pertencem aos acionistas) para o acionista majoritário.

A Petrobras também não poderia demitir o Pedro Parente. Ele foi eleito em Assembleia e só uma outra poderia substituí-lo. Basta!

Já quase destruíram a Petrobras no Governo Dilma. Agora que a companhia estava se reorganizando com sucesso, vem o Governo reiniciando a sua destruição.

A Nação não pode permitir isso!

Se a interferência do Governo passa por cima da Lei, as Forças Armadas podem e devem exigir do Governo o cumprimento da Lei e da Ordem, como previsto na Constituição. As manifestações são permitidas pela Constituição e os caminhoneiros não podem ser considerados criminosos. Muito menos se deve jogar o Exército contra os trabalhadores.

Se insistirem, o Exército deve afastar todo o Governo até as eleições e restabelecer a ordem nesse país.

Essa flutuação dos preços internacionais do Petróleo atingiu todos os países. Na Alemanha, sociedade mais culta, pararam todos os automóveis num único dia, paralisando o país.

Lá tem uma das melhores executivas do mundo e no dia seguinte tudo voltou ao normal.

Não se tem notícia de nenhum outro Governo com greves ou paralisações devido ao aumento do preço do petróleo.

Só aqui, onde não tem Governo. E nem sequer mencionam no acordo que vão isentar a Petrobras do desembolso ilegal de dinheiro dos acionistas para cobrir o aumento de impostos do Meirelles. E esse cara quer ser Presidente da República!

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