Presidenciáveis: que lástima!

O Estadão de sábado, 28 de abril, publicou entrevistas com cinco presidenciáveis num evento proporcionado pelos sindicatos a favor de revisão na Reforma Trabalhista. Os presidenciáveis são candidatos à chefia do Poder Executivo, um cargo que não usará nunca a Lei Trabalhista porque seus funcionários são regidos pelo estatuto dos funcionários públicos.
Esses presidenciáveis nem sabem que quem faz as Leis é o Congresso, e que o poder Executivo apenas executa as leis (principalmente a lei orçamentária)? Nem sabem o que vão fazer lá se eleitos? Vão dar opiniões absurdas só para ver se ganha alguns votos dos sindicatos? Para discutir leis no Congresso, deviam estar se candidatando ao Legislativo… Ou então o seu programa de governo é somente reclamar do Congresso reforma da Lei Trabalhista, da Tributária, da Política? Fazem isso porque não sabem como apresentar um programa para tirar o país dessa crise e do desespero do povo? Quanto despreparo!

Entrevistados:

Geraldo Alckmin: ”Se a reforma trabalhista tem imperfeições, vamos corrigi-las”.

Única com bom senso, mas ele a completa dizendo que foi contra o fim do imposto sindical. Para agradar os sindicatos que estão ávidos pelo dinheiro do povo este presidenciável coloca-se contra uma Lei constitucional, a PEC da Reforma Trabalhista? Uma lástima.

Ciro Gomes: “Se eleito revogaria a Reforma”  e  “Nós não termos de ter medo da Reforma”.

Quem tem medo de uma Reforma Constitucional? Quem ele pensa que é? Um ditador, que passa por cima da Constituição e do Congresso? Ou ele grita só para ver se esconde o despreparo e a falta de um programa de governo? A CLT foi atualizada e depois de 70 anos virou uma PEC, para ser permanente e dar estabilidade às regras da economia. O deputado Rogério Marinho fez um excelente trabalho e acabou com a insegurança jurídica introduzida pelos juízes trabalhistas que, mancomunados com advogados, inventavam multas que eram cobradas das empresas. Essa corrupção da justiça já estava custando 2,3%
de todo o custo das empresas. O Congresso acabou com essa corrupção e com o imposto sindical. Este último foi introduzido recentemente, à revelia dos operários. Perguntaram se os operários concordavam em meter a mão no seu bolso e sacar parte do seu salário? Não. O desconto é ilegal, é crime. O Congresso acabou com a ilegalidade. Se quiserem restabelecer o abono, numa democracia, terão que consultar por plebiscito se os operários concordam. Podem fazer a pesquisa que quiserem: a quase totalidade dos operários é contra. O Congresso representou o povo, essa é a sua função. Esse cara quer se investir de Congressista, trabalhar contra o povo, e ainda quer votos desse povo? Mais uma pretensão ignorante.

Marina Silva: “Agora voltou tudo como era antes. Estamos em situação de total insegurança jurídica”.

Insegurança jurídica foi a emissão da Medida Provisória para alterar uma PEC. O Congresso simplesmente a ignorou. O TRT já disse que a Lei tem que ser cumprida e ninguém pode dar interpretações. A Justiça Trabalhista está querendo que volte a corrupção, a que eles chamam de insegurança jurídica por não poderem legislar como querem. Será que os presidenciáveis querem acabar com a Reforma, para poderem participar da justiça trabalhista? Dizer que “não há segurança jurídica” num assunto que não é do Executivo, é só demagogia barata para ver se ganha alguns votos.

Aldo Rabelo: “Qualquer Reforma tem que levar em conta a defesa do crescimento. Mas também a proteção dos direitos dos mais fracos”.

Para dizer isso, seria melhor que tivesse ficado calado. Hoje todos os brasileiros, de qualquer nível, conhecem os direitos estabelecidos na lei Trabalhista e, em caso de dúvida, a justiça enquadra todos, empregados e empregadores. É a melhor Lei Trabalhista do Mundo! Só não serve para os empregados do Governo, que utilizam uma lei própria e inconstitucional, na medida em que não é “igual para todos”, como manda a Constituição.

Guilherme Afif Domingos: “É para ser rediscutida”. Estamos numa transição profunda e a perda de emprego é considerável”.

Desde quando Lei “gera” emprego? Essa foi a propaganda do governo para dizer que estava fazendo alguma coisa para reduzir o desemprego. Reduziu? Não… O desemprego só aumentou. Este presidenciável faz parte do governo. Portanto, tem de continuar enganando. Não tem competência nem para dizer o que deve ser rediscutido? Pura má-fé. É só para continuar vendo se consegue enganar alguém e obter alguns votos.

Anúncios

2 Respostas para “Presidenciáveis: que lástima!

  1. De fato, estamos no mato sem cachorro. Governos e congressos passados, nos levaram essa bagunça, que dê certo, será muito difícil sairmos dela. Mas, não somos uma Venezuela, temos um povo com muito pouca cultura, mas no meio, tem alguns que ainda estão com muita vontade de mudarmos o futuro para nossos filhos e netos.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s