Perspectivas para 2018 – o que esperar?

O ano de 2017 terminou com endividamento de 69% da população com dívidas vencidas há mais de 90 dias e com os seguintes índices: IPCA 2,78; PIB O,98; Produção industrial 2,03. Projeção do governo para 2018: IPCA 3,96; PIB 2,68; Produção Industrial 2,98.

Pura propaganda.

Esse aumento é impossível acontecer em qualquer economia. O mais provável é que se repitam os números de 2017 com variação para mais de alguns décimos. Essa é a principal tragédia brasileira: um PIB per capita estagnado há cinco anos. E vai continuar.

O enfoque do governo é somente reeleição. É esse o programa para 2018.

Desemprego

Em 2017 o total de trabalhadores com carteira assinada caiu em 2,5%, com o fechamento de 857 mil vagas. Haviam garantido que a Reforma da Lei Trabalhista iria gerar 1,5 milhão de vagas.
De acordo com o IBGE, o trabalho sem carteira, no emprego doméstico e por conta própria é marcado pela informalidade, má remuneração e adotado como último recurso quando não há outro tipo de vaga disponível. É o recurso utilizado pelo povo para sobreviver. E o Governo celebra isso como o “início do crescimento da economia”! Nada mais enganoso. É porque o desemprego não aconteceu com as família dos agentes plantados em cargos públicos. Esses sim, tiveram os salários aumentados e acrescentaram 15 mil novos nomeados.

Destruição de uma parcela de nossa indústria

Foram fechadas 25 mil empresas industriais, tudo destruído pelo governo gerando 14 milhões de desempregados. São essas empresas que contribuem com 34% de tudo que faturam para o governo e é a base da arrecadação que caiu nesses quatro anos seguidos. Essa arrecadação vai se recuperar em 2018? Não. Será preciso uns 5 anos para reconstruir a nossa indústria que competia com produtos importados. Com política “dita para segurar a inflação” o mercado interno em 2014 acrescentou 24% de produtos estrangeiros. Isso significa: emprego lá no exterior, desemprego aqui.

A competente equipe econômica do governo soube destruir, mas não sabe como restaurar e reconstruir. Só quem consegue fazer o quadro econômico atual mudar é a propaganda enganosa do governo. Ela conseguiu convencer o próprio governo que o Brasil vai crescer, mas não conseguiu ainda convencer o povo que, agora mais pobre, continua com 97% de rejeição ao governo.

Impostos

Ao assumir o governo Temer, o Ministro da Fazenda Meirelles determinou que a política do governo seria centrada em restabelecer o ajuste fiscal, condição para o país voltar a crescer. Começou com a providência mais simples: aumentar impostos. Aumentaram todos os impostos que não dependiam do Congresso. Porém, imposto é custo, e portanto foi repassado para os preços e a inflação, que estava em 6%, já foi para 10%. Isso acelerou a recessão, reduziu mais ainda a arrecadação e tornou a economia brasileira mais inviável. Como competir com o custo dos produtos acrescidos de 37% de impostos contra produtos estrangeiros? O custo no Paraguai é 8%, nos EUA é 18%, na Suíça é 8%. Essa a razão dos brasileiros irem fazer compras nos EUA onde tudo é a metade do preço dos similares brasileiros.

Experimentaram aumentar o ICMS em seis Estados. A arrecadação caiu. Ainda não haviam percebido que já estava exaurida a capacidade do mercado de pagar impostos. Partiram então para aumentar impostos nos itens que o povo não pode deixar de pagar como: gasolina, luz, gás, e bebidas (inclusive água) e alguns itens de comida. Tornou o povo ainda mais pobre. É desumano, mas é esse o governo que temos.

Salário Mínimo

Para compensar o aumento de impostos, o salário mínimo teve o menor reajuste desde 1994, com um aumento de 1,81%. Era de R$ 937 e passou agora a R$ 954.

O ditador Meirelles decidiu: aumenta os impostos, aumentando o custo de vida, e segura o salário mínimo, tornando cada vez mais difícil sobreviver nesse país. E querem ser Presidentes, ele e o
Temer, para manter essa ditadura, com o povo sem condições de reagir porque seus ditos representantes no Congresso não representam ninguém e a maioria faz parte da quadrilha de ladrões.

Lei do REPETRO

Temer sanciona Lei que dá isenção total de impostos de importação à indústria de petróleo até 2040!!!

Como a Petrobras não produz equipamentos e embarcações, essa Lei do REPETRO afastou definitivamente a indústria nacional desse mercado. Quando foi instituída, em 1992, a Petrobras era abastecida com 92% de insumos, equipamentos e plataformas produzidos no país e representava 10% da economia brasileira. Mas o Ministro Motta, da Casa Civil do Presidente Fernando Henrique Cardoso, precisava pagar o Mensalão utilizado para conseguir aprovação da reeleição do FHC e vendeu nossa indústria de petróleo, às pressas, para as petroleiras estrangeiras.

Isentaram tais insumos até mesmo do ICMS, que é um imposto Estadual, tornando a Lei ilegal porque os Estados não concordaram com a isenção. Porém, executaram a Lei assim mesmo e quando pressionaram o Ministro Motta para explicar, este teve um infarto e morreu. Como aumentar a arrecadação para ajudar o ajuste fiscal, e ao mesmo tempo, na outra ponta, conceder isenções? Nesse caso, a Petrobras deixa de pagar R$ 25 bilhões de impostos, e a indústria estrangeira deixa de pagar aproximadamente uns R$ 100 bilhões.

Ajuste fiscal em 2018 impossível

Permanecerá o rombo descomunal no Orçamento que será outro bom legado deixado para o próximo governo.

Tragédia Brasileira – violência espalhada por todo o país

Mais de 60 mil assassinatos por ano. Isso faz parte da planilha comunista que o Lula/Temer querem implantar no BRASIL. E o governo Temer faz algo para reduzir essa mortandade? Não. Ele quer ser o ditador no lugar do Lula. Agora já escancarou que quer ser reeleito. Para 2018, só vai continuar a matança no país.

Dívida Interna

Com a emissão de dinheiro para cobrir os déficits astronômicos do Governo, essa dívida, pela projeção do Banco Central, deverá alcançar R$ 80 bilhões em 2018, e faz parte do legado que vai deixar para os próximos governos pagarem com dinheiro do povo.

Educação

Ampliação dos desníveis sociais motivados pela negligência com a educação. O governo aplica na educação uma quantia igual a de países desenvolvidos, mas, enquanto lá o ensino fundamental é obrigatório para todos, aqui a eficiente equipe do governo desvia 70% das verbas para o ensino superior e mantém milhões de brasileiros com péssima educação de base, além dos mais de 13 milhões de analfabetos e índios e quilombolas sem escola ou posto de saúde, como manda a Constituição. Explica-se a política desse governo: todos votam, e dessa maneira cada vez o voto torna-se mais barato.

Nada vai mudar em 2018.

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