Análise real da economia do mercado brasileiro atual

A economia brasileira é composta de 4 setores com regras de funcionamento diferentes.

  1. A economia destinada à exportação:

a) não sofreu interferência do governo e cresce normalmente;

b) as regras são definidas pela lei de exportações;

c) exportação não paga imposto; contribui pouco para arrecadação;

d) os impostos incidem somente sobre os custos operacionais;

e) o lucro depende do dólar comercial fixado pelo BC, base do faturamento;

f) as mercadorias exportadas geram riqueza a quem as produziu;

g) aí se incluí o Agro, os minérios e as manufaturas e peças exportadas.

 

  1. A economia recessiva gerada pelo governo em 2013:

a) crise instituída pelo MF ao interferir no mercado emitindo 183 portarias;

b) destruiu o Código tributário nacional, a lei passou a ser feita por portarias do MF;

c) baixou o dólar comercial e o de importação deixando muitas empresas sem condições de competir com produtos estrangeiros;

d) à proporção que a produção nacional caía, o desemprego aumentava;

e) o artigo 145 da Constituição permite a todos os governos a criação de impostos e taxas desde que aprovadas pelas respectivas Assembleias;

f) a irresponsabilidade dos políticos atuou para emitir em 25 anos da Constituição 4.500.000 normas para a economia sendo 390.000 tributárias;

g) sem garantia jurídica para investir, PIB e investimento zero em 2014;

h) a crise fechou 1700 indústrias e gerou 14 milhões de desempregados;

i) dez mil indústrias ainda estão na UTI da recuperação judicial;

j) 4.800.000 micro e pequenas empresas estão inadimplentes;

k) em 2014, 26% dos produtos no mercado eram importados – emprego lá, desemprego aqui;

l) é a indústria que transfere ao Governo, via impostos, 34% de tudo que fatura. Com a redução de indústrias não há mais recursos para pagar as contas do país.

 

  1. A economia de manutenção da sociedade:

a) supre as necessidades da manutenção das condições de vida de toda a sociedade;

b) a crise fechou 176.855 estabelecimentos comerciais;

c) o desemprego industrial resultou em retração de compras no comércio e motivou elevado número de desempregados;

d) muitos restaurantes também fecharam por falta de poder aquisitivo do povo;

e) para sobreviver 6 milhões de trabalhadores vivem de bicos, fora da CLT;

f) três milhões foram devolvidos à pobreza extrema;

g) com a queda na arrecadação, os Estados e Municípios que recebem parcelas dessa arrecadação estão quebrados;

h) Com dinheiro disponível reduzido, os serviços públicos que já eram ruins ficaram péssimos.

 

  1. O setor público governamental:

a) vive alheio à crise;

b) aqui todos recebem salário integral com aumentos e ninguém é demitido;

c) continuam 440 mil cargos em comissão gerando despesa anual de 100 bilhões;

d) joga a culpa da crise na política;

e) segundo Ministro do Planejamento, é proibido reduzir despesas;

f) mas a despesa aumenta continuamente;

g) fixou o rombo nas contas públicas em 170 bilhões por 20 anos;

h) só atua para protelar os processos por corrupção do governo e dos políticos em tramitação na justiça.

 

5. A situação atual:

a) há alguns meses o Banco Central tem administrado o valor do dólar entre 3,00 e 3,50 reais, valor em equilíbrio com o mercado mundial e o resultado é que as exportações estão voltando a fazer parte das receitas do país, ajudando o mercado interno com as compras dos insumos utilizados;

b) essa atuação do BC também aumentou o custo dos produtos importados melhorando a competitividade das indústrias brasileiras, atenuando a crise;

c) a reorganização do novo governo da Argentina tem propiciado aumento substancial das exportações para aquele país, com reflexos no nosso mercado interno;

d) o governo que gerou essa crise é brasileiro e passados 4 anos nenhuma medida foi tomada para sustar o descalabro. A competente equipe econômica apostou na propaganda para esquecer a crise e acreditar que a economia reagisse automaticamente às intervenções do governo. A economia real nada tem a ver com a política, com a bolsa de valores e com a propaganda do governo. Ela se adapta às regras e condições estabelecidas para seu funcionamento. Como nada foi feito, a crise continua e se espalha;

e) a redução das atividades financeiras e a inadimplência está colocando os Bancos em dificuldades e o BC já está estudando como ajudar. Naturalmente estão demitindo pessoal;

f) sem arrecadação, o Governo resolveu vender ativos do povo para pagar contas. Continua a criar impostos concentrando nos produtos que o povo não pode deixar de consumir como comida, gasolina, luz e gás e Imposto de Renda descontado na fonte. Assim, torna o povo cada vez mais pobre e sem dinheiro. A reação é 97% ser contra o governo Temer;

g) com a redução das atividades, quase todas as empresas estão com suas finanças abaladas e com prejuízo sem contribuir para a arrecadação;

h) quando o povo não tiver dinheiro para comprar mais nada a inflação vai a zero e o BC nada tem com isso. Juros, impostos e emissão de dinheiro, geram custos que vão para os preços, mantendo alguma inflação.

6. A crise fez o que os governos desse país há 15 anos não conseguem fazer: reduzir a inflação.

a) ajuste fiscal será impossível enquanto o governo não reduzir o tamanho da estrutura do setor público para o tamanho a que ficou reduzido o país, depois de encerrada a crise. Até lá, a emissão de dinheiro para cobrir os gastos e a dívida pública indo para 97% do PIB, inviabilizaria financeiramente o país;

i) a propaganda do Governo continua a falar em Reformas, mas é só para ganhar tempo para 2018 porque nenhuma anunciada afetará a crise;

j) a administração do país está um caos, nos três Poderes. Nunca nenhum brasileiro imaginou que pudesse chegar à presente situação. Com a total falta de ações econômicas reais e corretas, a crise continuará destruindo o país.

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