Uma aposta no ajuste do Brasil

Título e tema do editorial do “O Estado de São Paulo” de 16/10/2017 de 2017 (as afirmações do artigo estarão destacadas em negrito).

“Domar a dívida pública é um dos objetivos centrais da equipe responsável pelas finanças oficiais.”

“O trabalho é complicado mas há esperança de sucesso”

Pelas projeções o ajuste das contas avançará e estará zerado em 2023, mas o endividamento chegará a 96,9% do PIB. Isso precisa ser estancado o mais rapidamente possível pois está inviabilizando as contas públicas. O pagamento dos juros dessa dívida está consumindo a maior parte das receitas do país, dificultando cada vez mais um Orçamento equilibrado, sem ajuste fiscal e consequentemente sem emissão de dinheiro para cobrir o rombo anual estimado pelo governo em 170 bilhões por 20 anos, como foi aprovado o PEC do teto dos gastos pelo Congresso conivente.

O Governo Dilma/Temer nomeou meio milhão de indicados para o serviço público sem concurso, passando por cima da Constituição. Com isso acrescentou 35% à folha de pagamentos de pessoal do governo, isto é, 100 bilhões de despesa anual. A arrecadação, mesmo cobrando os maiores impostos do MUNDO, não dá para cobrir esses pagamentos e surgiu o desajuste fiscal.

Solução correta: demitir todos os indicados políticos para esses cargos em comissão e imediatamente o rombo fiscal reduziria em 100 bilhões ficando mais fácil de ajustar para o equilíbrio. O Governo não pode fazer isso porque precisa dos votos dos indicados e da receita para os partidos do dízimo cobrado dos salários. O governo é desonesto e não fará o que deve ser feito. Qualquer referência ao ajuste fiscal é mera desculpa para aumentar impostos. Porque nenhum comentarista, nem o FMI, nem ninguém do governo toca no assunto? Muitos economistas já disseram que sem redução de despesas não há solução. Para desviar a atenção apelam para rezar, dar palpites, e já levam essa enganação há três anos. Está na hora do povo exigir a intervenção
no governo pela Justiça ou pelas Forças Armadas. Do Congresso e do Executivo controlados pala quadrilha só podemos esperar mais roubos da coisa pública.

“Os números calculados para o Brasil envolvem considerável otimismo.”

Calcular é termo usado em ciências exatas. Calcular otimismo? É só para desviar a atenção de coisa séria? É preciso ser mais sério com o povo.

“As projeções dependem de hipóteses nada triviais. Esforço de ajuste continuado até 2023 mas as estimativas dependem da aprovação da reforma da Previdência.”

Toda a enrolação desse artigo é para fazer pressão para a reforma da Previdência. O projeto do Governo acaba com a Previdência governamental. Os trabalhadores precisam ter receita para viver quando perdem os empregos entre os 55 e 60 anos, e isso tem de ser confiável. Mas nem o Governo e nem o INSS são confiáveis. Sempre roubaram os Fundos de Previdência. Passaram por cima da Constituição assumindo a administração do Fundo Previdenciário. Não administram nada (aqui no Brasil, recolhe contribuições quem quer), desviam recursos, gastaram os 120 bilhões das reservas para pagamento futuro das aposentadorias e, como estão falidos e sem dinheiro, querem pagar as aposentadorias só quando o coitado do cidadão morrer!

A única Reforma Previdenciária garantida é obtida transferindo todas as contribuições nominais, como é o FGTS, para os Bancos Privados brasileiros sérios. Basta isso para viverem melhor aposentados do que trabalhando. Enquanto no INSS, o roubo exigiu uma redução nas aposentadorias de uns 30%, realizada através do Fator Previdenciário, no mercado todos os Bancos acrescentam 12% ao ano de renda desses Fundos.

“A tarefa deverá ser facilitada, segundo o conjunto de pressupostos.”

“Cronograma das necessidades do país? Existe isso? Qual é?”

“O cuidado com os fundamentos da economia está longe der ser uma preocupação desse Governo… Muitos apoiariam a repetição dos desmandos causadores do desastre recente.”

Não podem repetir os mesmos desmandos, porque estes ainda estão em vigor desde 2013, quando foram estabelecidos pelo governo Dilma/Temer. O governo Temer manteve todo o planejamento até hoje. Foi essa interferência na economia que gerou 12 milhões de desempregados, destruiu 285 mil empresas, e é a razão da economia estar lentamente cada vez mais estagnada. Continuam em franca redução: a operação dos bancos, das grandes empresas e até o fluxo de passageiros no metrô e no sistema viário.

Com impostos que não param de ser acrescentados, o povo está cada dia mais pobre, o que leva à Menor arrecadação.

Ajuste Fiscal? Cada dia mais remoto. Se não corrigirem as regras de nossa economia, e a gastança do governo, nunca vai acontecer. A economia brasileira virou aposta, como no jogo do bicho. Tem 25 bichos para arriscar. Para o FMI, o marqueteiro e o próprio Governo, os riscos do jogo são infinitos! É tudo presunção, pressupostos, previsões futuras sem base técnica ou real. Cada um pode acreditar no que quiser, mas nada desse jogo afetará a economia.

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