A ameaça Bolsonaro

A Revista Veja, edição 2551 – Ano 50 nº41 de 11 de outubro de 2017, estampa na capa, uma foto de página inteira de Bolsonaro com a chamada em letras vermelhas e enormes: A AMEAÇA BOLSONARO.

A mais recente pesquisa do Instituto Datafolha mostra que o deputado se consolidou em segundo lugar na corrida eleitoral para Presidente da República com 17% das intenções de votos. Como Lula, com 35% de intenções de votos certamente não participará do pleito, e o PT não tem substituto, Bolsonaro desponta como líder das pesquisas.

Que ameaça! A quadrilha de políticos ladrões que se apossaram do Governo e do Congresso, sabem que sem um Presidente da Quadrilha comandando o Governo e nomeando quantos quiserem, e os colocando na administração do dinheiro público, livres para desviarem ou cobrarem propinas, continuando a pagar bem o balcão de negócios das duas casas do Congresso, resultaria em acabar o castelo de dinheiro que acumularam.

Essa é a ameaça real à quadrilha que tomou conta do país, pois faltaria dinheiro até para serem reeleitos.

A comentarista debulha a pesquisa e constata que Bolsonaro tem bom desempenho entre os jovens de 24 a 32 anos, com renda acima de 5 salários mínimos morando em cidades com mais de 50 mil habitantes do Sudeste e do Nordeste, isto é, não são votos comprados. Essa é especialidade dos ladrões e custa muito caro. Como é que Bolsonaro, que não é ladrão, não se vende, não é rico e já conta com 30 milhões de votos? Olha a ameaça…

Como os ladrões do povo vão enfrentar essa ameaça de desestabilizar a quadrilha? É evidente que a ameaça é do povo, cansado de ser roubado, que está se articulando com ele para tentar acabar com o vexame imposto aos brasileiros. Para criticá-lo, a articulista menciona que ele virou um saltimbanco de siglas. Pertenceu ao PDC, PP, PPR, PPB, PTB, PFL e PSC e agora está aderindo ao PEN, Patriotas.

Se ele não é ladrão, não vive de propinas, nem vende seu voto no balcão de negócios em que se transformou o Congresso Nacional, é melhor realmente se afastar desses e dos outros partidos, pois dessa canalha só pode vir proposta indecorosa. Cita as especulações do sociólogo Magnoli como fulcral pelo que pode acontecer. Por que pedir opinião de um sociólogo que não é executivo para dar palpites no que aconteceria com o Poder Executivo? Por que ele não comenta a situação presente, em que temos um Congresso com supostos representantes do povo que não representam ninguém e montaram uma
quadrilha com o Poder Executivo para mudar a Constituição como lhes convém, assaltando todos os recursos públicos, e só têm uma política da “competente” equipe econômica: escorchar o povo com mais impostos para continuarem gastando mais e encherem os bolsos para bancar as próximas eleições?

A juíza que condenou Bolsonaro deu-lhe um pito merecido: “Um parlamentar tem o dever de assumir uma postura mais respeitosa em relação aos cidadãos.”

Entretanto essa assistência social descabida aos quilombolas é o aparelhamento do PT/PMDB para a compra de votos que, pela Constituição, deveria estar enquadrada no Orçamento aprovado pelo Congresso, que é o fiscal de sua execução pelo Poder Executivo. Como fiscal, estava entre suas atribuições ver como estavam sendo aplicados aqueles recursos do povo.

Acontece que a gestão estava sendo feita pessimamente. Como esse exemplo dos quilombolas, há 80 milhões de brasileiros recebem dinheiro sem contribuir com um tostão. Aí está o Rombo da Assistência Social, que custa o dobro da Previdência!

Esse detalhe é intocável. Querem voto garantido, tudo pago pelo Tesouro…

O General Mourão não estava brincando. O Governo tentou que ele fosse punido ou se retratasse, mas as Forças Armadas devem ter dado o recado. Embora não tenha nada com isso, Bolsonaro tem razão: “Não se faz democracia comprando votos e aceitando a corrupção como governabilidade. A Prospectiva precisa aprender isso. Reagir a isso é obrigação de qualquer civil ou militar”. A quadrilha calou-se.

Alardeiam que Bolsonaro fala de soluções simples para cada problema. Pelo menos ele pensa em soluções. E o que dizer desse Governo que não tem solução para nada, a não ser como se apropriar de dinheiro que pertence ao povo? Qual é o programa desse Governo? Há quatro anos estamos na maior recessão da História do País: qual reforma ou ação foi adotada pelo governo Dilma/Temer para acabar com a crise implantada propositalmente pela dupla e que jogou 13 milhões no desemprego? Agora estão todos os Estados semi-falidos, destruíram 285 mil empresas e agora o Meirelles quer ajudar as dez mil empresas agonizantes que ainda estão em recuperação judicial. Vai adiantar ajudar?

O mercado foi instrumentalizado para ser destruído, e continua sendo destruído.

O Governo não quer parar a crise, o que seria simples: bastava cancelar todas as 183 portarias do Ministro Mantega, que dispararam a crise conseguindo as metas de PIB zero e investimento zero, para facilitar a conversão desse país em bolivariano, com o PT/PMDB donos do país para sempre.

Não é isso que o povo quer. Vejam na Constituição: quem manda é o povo. A própria quadrilha do Governo é que gerou o Bolsonaro como alternativa por ele não ser ladrão, coisa rara na política.

A Polícia Federal sabe os nomes de todos os ladrões, mas não pode prendê-los pois são amparados pela legislação de proteção, feita por eles.

A articulista foca o quadro “Sou ignorante em economia”: ora, ele não é tão ignorante como se menciona. Ou tem alguém muito competente em economia lhe orientando, ou diz isso para não ser criticado por enunciar medidas econômicas corretas, inadmissíveis pelo marqueteiro do Governo e por toda a imprensa e economistas que mamam no Governo e desejam enganar o povo. Vejamos:

1. É contra aumento dos juros para combater a inflação – “baluarte do pensamento liberal” acrescenta a articulista – O que tem o pensamento liberal com a economia? Nada. Em economias estabilizadas, como são quase todas no mundo, os Bancos Centrais fazem variar ligeiramente os juros para ajudar a manter a economia estabilizada com inflação perto de zero. É essa a situação da economia brasileira? Não. Com a crise destruindo as empresas, o aumento dos juros acelerou até o ponto de descalabro. Bolsonaro está certo.

2. Privatizações. Nada é contratado porque o Meirelles quer pôr a mão no dinheiro da outorga. Exige tanto dinheiro, que praticamente nenhuma privatização funcionou por impossibilidade de pagamento das outorgas. Isso inibe as negociações. Os contratos de privatizações ou infraestrutura gerariam empregos e aliviariam o mercado, mas isso não é do interesse do Governo, só de sua propaganda. Por isso é que nada acontece. Desobrigar a Petrobras de participar dos leilões do pré-sal e discordar da obrigatoriedade de participação de 30% nos consórcios, eram posições corretas que acabaram sendo legalizadas pelo Congresso e produziu um excelente resultado nos últimos leilões da ANP.

3. Ajuste Fiscal. Não há ajuste fiscal possível se Governo ou empresa (ou até a dona de casa) gastar mais do que arrecada ou tem de renda. Isso é universal. Só os irresponsáveis dos Governos brasileiros insistem em gastar mais e embolsarem o que querem. Resultado: inflação e desajuste fiscal obrigando a emitir sempre dinheiro para cobrir os rombos no orçamento. Proposta de teto de gastos serve como um limitador, mas não corrige o ajuste
fiscal. O Dr. Armínio Fraga há anos avisa que tem de ser feita uma Lei obrigando todos os Governos a só gastarem o que arrecadam. Embora sendo norma universal, os “especialistas” daqui desconhecem ou fingem desconhecer esse parâmetro.

4. Equipe econômica. O conselheiro econômico dele tem competência. A decantada e competente equipe econômica não entende nada de economia e também não é honesta com a Nação. Foi nomeada para garantir recursos para a quadrilha. Realmente, foram os ditos “especialistas” que levaram o país para o buraco, mas nenhum dos reais “especialistas” que organizaram o Plano Real, controlando a inflação gerada por excesso de gastos, foi sequer consultado por esse governo.

5. China. Os chineses são excelentes negociadores e estão comprando empresas. O que era a política bolivariana de comprar na bacia das almas as empresas brasileiras para transformá-las em Estatais está sendo aproveitada pela China. O Governo vende ativos construídos com dinheiro do povo, para tentar cobrir o rombo do excesso de gastos. O mercado é livre. Compra que tem dinheiro e o povo, que tinha um ativo, fica sem nada. Realmente ninguém governa sozinho. Não existe no mundo ser humano competente em todas as áreas. E não precisa. Basta o Presidente da República, que é o chefe do
Executivo, separar as áreas e nomear dez ministros, cada um competente na sua área, e só aceitar um orçamento equilibrado para executar. Por que precisa de apoio no Congresso para governar? Ele precisa saber administrar e isso inclui se cercar de gente competente, sem nenhum Congressista. Todas as nações do mundo já concluíram que nomear legisladores para trabalhos executivos é desastroso (como comprovado aqui) e é legalmente proibido.
O que não falta no Brasil são Leis. Se necessário, deve-se usá-las. Os poderes são independentes. Essa ideia de conchavos entre os Poderes é uma das causas de tanto descalabro administrativo. Cada Poder tem que executar as suas atribuições e ser responsável pela sua condução. No Governo PT/PMDB legisladores executam e o executivo legisla, ditatorialmente, haja visto o número de medidas provisórias aprovadas por ordem do Presidente, e o Orçamento que enfiam pela goela do Congresso para aprovação. Eles fazem o que querem.

Nunca houve ditadura nesse nível no Brasil e a experiência mundial é que nenhuma ditadura resulta em benefício para o povo, a maioria fica em desgraça como hoje sofremos. Talvez a articulista não saiba que as nossas Forças Armadas, ao voltarem da 2ª Grande Guerra exigiram eleições livres para acabar com a ditadura do Presidente Getúlio Vargas. Nas eleições livres foi eleito o General Dutra que governou o país democraticamente, com todas as instituições funcionando e com total liberdade. No governo seguinte, Getúlio foi eleito novamente, mas não suportou trabalhar com a democracia e suicidou-se. Pela Constituição, qualquer cidadão com mais de 32 anos pode se candidatar e o fato de um militar ser eleito Presidente não converte o país em uma ditadura. O Chefe do Poder Executivo só poderia alterar as instituições com aprovação de maioria absoluta de todo o Congresso.

A quadrilha hoje no poder tem bem disfarçado o controle da imprensa, o controle dos maios de comunicação e o controle da economia, requisitos de toda ditadura. O povo hoje é meio escravo, mas nunca aceitou ser, e vai acabar com esses abusos.

Como? Pergunte ao povo. Bolsonaro é o primeiro aviso.

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