O cara Trump

Cheio de ideias estapafúrdias como o “nosso cara” Lula. Conseguem se eleger com propostas populistas, mas profundamente enganadoras da realidade.

O presidente Lula se julgou o dono do Brasil e portanto as empresas do governo lhe pertenciam, o que lhe dava o direito de transferir seus ativos para o bolso e instituir a norma de comprar todas as soluções que embaraçassem suas atividades. Cheio de dinheiro, resolveu ser dono do país para sempre. Quanto mais ignorantes, mais atrevidos são os “caras”. Já cassaram a presidência do PT e breve o Cara estará na Penitenciária da Papuda pelos desvios de dinheiro público deixando o pais na maior crise de sua História.

O “cara” Trump, embora calouro de presidente que nem político é, mas executivo, também deve achar que é dono dos Estados Unidos e fica trombeteando medidas sem questionamentos, debates e em resposta quanto à aplicação das medidas que inventa, limita-se a responder “POR QUE” e depois “PARA QUE”. Daí, se tudo fizer sentido, aí sim entra o executivo e providenciará COMO EXECUTAR.

Nos Estados Unidos, o dono do país é o povo com seus representantes no Congresso e são eles que analisam as duas primeiras perguntas. Se tudo aprovado, discutem com o Executivo como executar e são eles que aprovam as verbas do orçamento e fiscalizam sua execução. Lá, como aqui, grandes empresas financiam a eleição de representantes-despachantes no Congresso para aprovar o que lhes interessa.

A Suprema Corte de lá ainda não proibiu esse financiamento, como fez a nossa daqui, porque desfigura a representação do povo no Congresso.

Existe um grupo de Republicanos, os senhores da guerra, que desloca a igualdade dos dois partidos gerando representação com maioria mínima republicana nas duas casas do Congresso. E o Trump certamente pensa aprovar o que quiser por ter o seu partido a maioria no Congresso. Será que está copiando o “cara” daqui? Lá não funcionará bem assim.

Aquele país tem todo o povo com um mínimo de segundo grau e uma massa pensante e executiva que é líder no mundo. E são 280 milhões de pensantes. Eles saberão como cortar as asas do Fanfarrão.

Como homem de negócios que é, sabe que o contrato é a Lei entre as partes. Se os Estados Unidos assinou o acordo do meio ambiente, tem de cumpri-lo. Trump anuncia (sem nem consultar o seu Congresso) que vai sair do acordo para atender a interesses diversos do que foram pactuados. E avisa que, com isso, pretende fazer uma economia de gastos com a redução da poluição. Na verdade, ele está bancando o esperto tentando levar vantagem sobre o resto do mundo. Acontece que os Estados Unidos ERAM os “manda-chuvas do mundo”.

Todos os países evoluíram maciçamente e os três maiores têm o poder econômico, financeiro e bélico equivalente – China, União Europeia e Rússia, além de muitos outros completamente independentes da política externa americana. Não manda mais em quase ninguém. Se quiser algo tem de ser negociado.

Os assinantes do acordo do clima estão preocupados porque com a saída dos EUA, haverá uma redução das verbas a serem aplicadas na redução do aquecimento global e da poluição. Cobrem que ele comunique essa decisão juridicamente perfeita do governo dos EUA e, após recebê-la, apliquem uma multa pelo não cumprimento do contrato em patamar igual ao valor da redução das receitas com sua saída.

Certamente, Trump vai dizer que não paga multa alguma, pois está tomando decisão sem consultar ninguém. Apliquem a multa também sem consultar! Basta introduzir uma taxa ambiental a ser cobrada de todos os produtos de origem americana pelos países signatários do acordo. Estabelecer a taxa para cobrir a perda de recursos com a saída dos EUA.

Esse assunto não é diplomático. É um negócio contratual e deve ser tratado exclusivamente sob esse aspecto. Essas taxas devem ser creditadas ao órgão administrador do Acordo. Os exportadores americanos que cobrem do “cara” Trump a redução das exportações e de lucros. A responsabilidade é exclusiva dele. O resto do mundo foi agredido e estará devolvendo a agressão.

O mundo evoluiu muito a ponto de todos os países terem aprovado esse acordo do clima, mas a socialização humana também evoluiu o suficiente para ter de aturar e conviver com indivíduos como esses “caras”, sem enviá-los à forca ou ao paredão pelo mal que fazem às sociedades dos que vivem nesse planeta.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s