Um ano de (des)Governo Temer

Encerra seu primeiro ano publicando um artigo de fundo no Estadão com o título – O FUTURO É AGORA por Michel Temer.

Começa destacando uma verdade incontestável: há um ano o Brasil estava mergulhado no déficit e na mais profunda recessão de sua história. As mudanças eram inadiáveis, não só na economia mas também no modo de fazer política e de governar.

O FUTURO ninguém sabe como será. E o AGORA como está?

Estava mergulhado no déficit. Continua mais ainda mergulhado no déficit. O senhor foi enganado pela sua equipe econômica que preparou o orçamento de 2016 com o país já no terceiro ano da crise inflando todas as receitas extraordinárias. Logo que aprovado o orçamento pelo Congresso conivente, foi constatado um déficit de 170 bilhões. Em seguida sua equipe econômica preparou proposta do PEC dos gastos autorizando o Executivo a programar orçamentos por 20 anos com déficit de 170 bilhões, corrigido pela inflação.

Com a legalização dos fundos dos brasileiros no exterior, o déficit desse ano foi reduzido para 135 bilhões. O AGORA é que com a crise, a arrecadação cai todos os meses e o rombo de 135 bi já foi ultrapassado, apesar do aumento brutal de impostos tentando aumentá-la.

Realmente essa mudança era inadiável, mas sua equipe econômica não tomou uma única medida para corrigir as ações do governo que geraram a crise. O Presidente Itamar Franco no primeiro ano de seu governo demitiu três Ministros da Fazenda até acertar com um que se cercou de técnicos competentes e resolveu os problemas dramáticos da economia. Não é demérito demitir auxiliares escolhidos, pois a responsabilidade do resultado é sua, do Executivo, e é natural que busque soluções.

A mais profunda recessão de sua história!

Foi no governo Dilma/Temer que o Executivo alterou as regras básicas do jogo comercial/industrial do país tornando difícil para as empresas operarem neste país e assim afastou todos investidores internos e externos. Os Ministros Levy, Meirelles e você mesmo foram ao exterior tentar convencer investidores externos, portanto conhecem o problema.

Como consequência o investimento foi a zero em meados de 2013 e as empresas passaram a tentar sobreviver iniciando a crise. Aos poucos as empresas foram fechando, o desemprego crescendo, o mercado em recessão, as lojas fechando. Essa recessão já dura quatro anos e produziu três milhões de desempregados por ano. Com atividade econômica cada dia mais reduzida, a arrecadação cai há quatro anos e sua equipe econômica, em vez de corrigir as causas dessa desativação, resolveu aumentar os impostos até onde legalmente possível tentando elevar a arrecadação. Acelerou a crise e não corrigiu a arrecadação. Imposto é custo direto e tem de ir para os preços, tornando o custo de vida mais caro num mercado com menos dinheiro. Essa recessão é o inadiável antes que o povo entre no desespero para sobreviver. Só consta no preâmbulo do seu artigo. Foi ignorada pela sua equipe econômica. Está conduzindo o país para a insolvência pois a atividade econômica do país não tem mais condições de suportar o tamanho do Estado como está. E o seu Ministro do Planejamento declarou que não reduzirá despesas e, se preciso, usará até as verbas de contingência.

Quem lhe deu ordens para essa insensatez? Como Chefe do executivo, o senhor é o responsável!

Do preâmbulo do artigo: Mudanças inadiáveis no modo de fazer política e de governar.

Não mudou nada no modo de fazer política. Na realidade ampliou o sistema de obter apoio do Congresso colocando legisladores em todos os Ministérios. Paga o apoio com a liberdade para desviar verbas e recursos públicos. E se o apoio é negado, sai até publicado nos jornais a retaliação do Governo desfazendo as nomeações. Realmente, mudou o modo de fazer política. O Congresso foi incorporado ao Executivo que se tornou o Ditador do país. Pode mudar a Constituição e a Lei que quiser, pois a maioria absoluta dos votos já está comprada. No governo Dilma/Temer, só compraram a maioria simples. O povo está com nojo dos políticos e foi desses que se cercou. Nenhuma ditadura deu certo no mundo.

No artigo, o senhor afirma que seu governo não hesitou em encarar a maior crise econômica do país. Realmente encarou. Olhou para ela e deixou acontecer.

Diz que a inflação caiu para a metade. Caiu sim, porém foi devido à crise. Quando o povo não puder comprar mais nada, a inflação vai a zero. Está caminhando para lá.

Mas o Social declarado no artigo está longe do antissocial do governo ter devolvido à pobreza 3 milhões de brasileiros que já haviam saído dessa condição.

Diminuiu o custo Brasil? Informaram uma mentira. Os 14 milhões de desempregados exigem que se acabe com a crise. Precisam do emprego para viver. Nenhuma reforma anunciada teve a ver com a crise.

Não se resolve a crise com propaganda enganosa. A crise faz quatro anos e ninguém consegue enganar muita gente muito tempo, essa é uma sabedoria dos povos.

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