Safra recorde está indo pelo ralo

Pronunciamento do Ministro Maggi, da pasta da Agricultura, ao Estadão em 03 de março de 2017:

“Ministro afirma que problemas nos 100 km sem asfalto da BR-163 fazem com que a soja fique micada no país. Prejuízos de R$ 350 milhões. Ontem 1.200 caminhões numa fila de 40 km aguardavam liberação da pista.

Enquanto isso, o que ocorre no único setor realmente produtivo que investe e cresce e gera riqueza nesse país? A infraestrutura necessária para escoamento da sua produção e reclamada desde a eleição da chapa Dilma/Temer, isto é há 6 anos, continua paralisada pelo Governo.

Por que? As estradas, os aeroportos, os portos foram construídos com dinheiro orçamentário, isto é, com os impostos do povo. São ativos que pertencem ao povo. Mas o governo de políticos inidôneos se assumem como donos das estradas e, para os verdadeiros donos (o povo) fazerem melhoria na sua estrada, têm de pedir e pagar aos seus empregados funcionários públicos um ágio, dinheiro grosso, que não é para aplicar na obra, mas sim para rechear o bolso da máfia do Governo.

Para não assumir responsabilidade pelo esquema canalha, depois de tudo acertado, enviam uma MP para a base aliada transferindo a responsabilidade para o Congresso comprado.

Aprovada, a culpa passa para o Congresso, isto é, para ninguém.

O Ministro informa que o produtor, ao vender a soja, assume a responsabilidade de entregá-la no prazo e local definido no contrato. Como o transporte está impedindo de cumprir os prazos, é necessário comprar soja na Argentina ou nos EUA para cumprir o contrato.

A soja brasileira “micou”, estragou, dentro dos caminhões enquanto o Moreira Franco, responsável pela infraestrutura está há 10 meses no Governo vendo quem oferece a maior outorga para ganhar a concessão.

Com os corrompidos na cadeia e o cerco se fechando nos membros do governo corruptor, nada acontece porque o Ali-Babá não abre mão do dinheiro.

O Meirelles exige R$ 24 bilhões com outorgas. Com outorgas altas para tornar os projetos viáveis, o BNDES ou o FI-FGTS do qual o Moreira era vice-presidente, têm de fornecer dinheiro subsidiado. O próprio Meirelles está tão ansioso pelo dinheiro que declarou publicamente que as concessões poderão ter subsídios e juros subsidiados. Tática de tirar dinheiro de algum órgão para transferir à Recita Federal.

Uma solução, Ministro Maggi, é abrir uma concorrência pelo Estado do Pará, ou até pelas Prefeituras onde passa a BR-163, e contratar a obra com a firma que oferecer o menor pedágio.

Se não tem projeto, descrever o que quer e mandar o executor acrescentar na licitação do pedágio o projeto detalhado também por conta dele. Assinado o contrato, a soja descarregada no Norte nunca mais vai sofrer retenção.

O Governador de São Paulo licitou uma estrada e em 90 dias o processo estava terminado e a obra em andamento. Sem MP, sem financiamento, sem subsídio, tudo por conta do contratado. Qual é a dificuldade de fazer as obras de infraestrutura sem o contratante precisar investir?

Onde está o Poder Executivo que não executa nada?

Até agora o núcleo duro do Governo Temer é o Legislativo que faz as leis e despacha para os pau-mandados do Congresso aprovarem.

Eles esqueceram que SÃO o Executivo? Propaganda não produz nada, só gera despesas e não consegue enganar mais ninguém, porque a crise, já com 4 anos amarga o povo. O Meirelles afirmou que quando resolvesse o ajuste fiscal, o país ia crescer. Como? A PEC dos gastos deu autorização para emitir dinheiro para cobrir o rombo do orçamento. Ajuste fiscal já está ajustado.

E o crescimento?

 

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