A crise vai fazer quatro anos em junho

Que crise? O governo não admite existir. É porque não sabe resolver ou quer que ela exista por razões políticas?

Em 16/01/17, o Ministro Meirelles disse: “O pior da economia já passou. O Brasil está enfrentando as razões que geraram a recessão da qual somente agora estamos conseguindo sair.”

Está conseguindo sair? Não é o que acontece no país. A crise e a recessão continuam destruindo o país.

Veja abaixo as manchetes na imprensa.

1. Em 30/09/16 – “Arrecadação cai 10,1% e pode dificultar ajuste. Analistas afirmam que equilíbrio das contas deve vir pelo corte de gastos.”

2. “O Ministro do Planejamento diz que não pode reduzir despesas e que se for necessário utilizará a verba de contingência.”

3. “Retrocesso na economia vai agravar pobreza até 2025. Classes D e E devem aumentar, mesmo com a retomada do crescimento.”

4. “Calvário do seguro-desemprego. Com postos sem internet, telefone e até luz, demitidos não conseguem requerer benefícios.”

5. Em 16/12/16 – “Prévia do PIB recua pelo 4° mês seguido. Índice do Banco Central mostra que atividade econômica seguiu em queda.”

6. “Salário no Brasil tem a maior queda entre os países do G-20, diz a OIT.”

7. Em 17/12/16 – “Com dívidas de 8 bilhões, estaleiro ECOVIX pede recuperação judicial no RS.” Demitiu somente nesta semana 3,8 mil funcionários.

8. Em 16/02/17 – “IBGE informa que os Serviços tiveram 2º ano seguido de perdas.” e “Volume de serviços prestados no país recuou 5% em 2016.”

9. Em 24/01/17 – A perspicácia de Jose Casado foi veiculada no Globo: “A indústria nacional encolheu ao menor nível de produção dos últimos 65 anos. O Brasil fez a guerra de Trump antes dele. Curiosamente, fez contra si mesmo.”

10. “Indústria fecha 2016 no negativo e queda em três anos chega a 16,9%.”

11. “Índice do Banco Central aponta retração de 4,3% na economia em 2016.”

12. IBGE – “Em 2016 a produção industrial recuou 6.6%, os serviços recuaram 5% e as vendas no serviço ampliado (com inclusão de veículos e material de construção) recuaram 8,7%.”

13. O desemprego passou de 9% no final de 2015 para 12% no final de 2016 com acréscimo de 3,3 milhões de desempregados somente em 2016. Agora somam 12,5 milhões de desempregados. Em 2017 é esperado mais um milhão.

14. Mais de 200.000 lojas já fecharam no país.

15. Dr. Armínio Fraga ex-presidente do Banco Central calcula que a dívida pública deve atingir 90%, resultado da PEC do Teto autorizar a emissão de dinheiro para tapar os rombos das contas públicas.

17. Em 18/01/17 – “Chega de diagnósticos, é hora de agir”, escreve Roberto Giannetti.

18. O início da crise foi sinalizada pela queda da receita tributária iniciada em junho de 2013 e continua caindo todos os meses já perto de completar 4 anos. O investimento zero detonou a crise.

O Ministério da Fazenda não tinha jurisdição para interferir no segmento AGRO. Fora do alcance do governo, o segmento cresce com a dinâmica do Brasil real. O restante foi destruído pelo governo utilizando a economia do país e suas maiores empresas públicas como joguete político.

“A culpa pelo alto desemprego não é minha, foi herdada ao assumir o governo”, diz Temer. Se era para não assumir as responsabilidades do governo, porque fez o juramento na posse? O povo espera ações para resolver a crise. Até agora o MF não efetivou qualquer ação. Joga reformas no ventilador que não têm relação direta com a crise para mostrar que está agindo. Não adianta tentar enganar duzentos milhões durante tanto tempo, como está fazendo. Olhe os índices de aprovação do seu Governo: já estão caindo abaixo de 10%.

O Presidente Itamar Franco demitiu quatro Ministros da Fazenda tentando encontrar algum competente para resolver a herança do Plano Collor. Mostrou o caminho da solução. Cuidado para não sofrer impeachment por total incapacidade de exercer sua função como está previsto na Constituição. Manter essa crise que já vai durar quatro anos é crime de lesa-pátria.

***

O Ministério da Fazenda criou uma coisa inédita no mundo:

– Uma parcela da economia do país, a do segmento do Agronegócio, que não se vende por subsídios e o governo não interfere, por encaminhar a maior parte de sua produção para a exportação, ficando também longe da tributação dos Estados. Esse setor, sob o comando do setor privado, investe e cresce como sempre se atuou nesse país. É prejudicado apenas pela péssima infraestrutura para transportar sua produção, pois essa parte é a única que depende do Governo. Acontece que melhorar a infraestrutura não é objetivo desse governo, e sim como extorquir mais dinheiro do povo via outorgas e ágios.

– A outra parcela era a da sexta economia do mundo, que já está na oitava e continua em queda livre. Já foi informado a todos os escalões do governo que, para estancar a crise, basta desfazer o estrago feito nas regras do jogo que rege a economia pelas 183 portarias do Ministério da Fazenda, editadas em 2013. São necessárias somente 3 portarias também do Ministério da Fazenda, pois está autorizado pelo Congresso para tanto. O Governo quer continuar com a crise para justificar a aprovação das leis como as feitas pelo Ministro Padilha e enviadas ao Congresso comprado para aprovação sem discussão para dar cobertura aos seus desvios de dinheiro público.

A PEC dos gastos aprovou emissão de 170 bilhões em dinheiro para cobrir os rombos nos orçamentos por 20 anos. Essa PEC zerou o ajuste fiscal que atribuíam como a causa da crise. Agora é urgente a Reforma Previdenciária para cobrir o rombo efetuado pelo governo nos depósitos mensais ao INSS. Usaram o dinheiro trabalhadores para bancar a eleição da chapa Dilma-Temer e ficaram sem receita e agora não terão como repor ao fundo de aposentadorias do INSS.

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