Perspectivas para 2017

Dia 16/01/2017 o Ministro Meirelles foi aos jornais e fez as suas projeções para este ano. Estou escrevendo comentários à sua entrevista, item por item, para contestar suas informações falsas, pressionando levar os homens do governo a serem mais honestos com a sociedade.

Vejam os comentários de cada item:

1. Afirma que “o pior da economia já passou”, mas não fala da crise.

2. Cenário atual: diz que está vendo recuperação em andamento no primeiro trimestre.

3. O Brasil está enfrentando as questões fundamentais que geraram a recessão:

a) Será aprovada a PEC dos gastos, que dá o parâmetro de gastos para todo o restante.

b) A Câmara admitiu discutir a reforma da previdência.

Disse ele que essas são as causas macroeconômicas que geraram o desequilíbrio.

4. Prazo para recuperação da economia – informou que a economia começa a crescer nesse 1° trimestre.

5. Desemprego ainda vai crescer um pouquinho – recuperação do emprego só no 2° semestre.

6. Reforma da Previdência: informou que estamos bem, pois existe a consciência de que, se não for feita, o INSS quebra.

7. Burocracia: informou que estamos tomando medidas para o Brasil se tornar mais fácil e barato de produzir.

8. Efeito Trump: falou que a mudança nos EUA não atinge o Brasil diretamente.

9. Davos: falou “Vamos mostrar o país que se está reformando para crescer”.

10. Redução de juros: disse que a redução dos juros agora “é sólida, baseada na queda da inflação”.

Comentários:

1. A crise para ele não existe. É só que o povo está comprando menos. O Ministro não convence nem a mãe dele que a crise já passou. É porque não é ele que está desempregado, sem perspectivas de trabalho e de como viver nesse país.

2. Cenário de “recuperação”? Diz que a economia vai crescer. Em que ele se baseia para afirmar isso? Palpite? Absolutamente nada foi feito para que isso aconteça.

3. A causa da crise foi que os Governos inviabilizaram qualquer novo empreendimento no país. Essa foi a razão do investimento ter ido a zero. Ou as autoridades corrigem isso ou continuaremos com crescimento zero.

a) Aprovar o teto dos gastos foi somente política para dizer estar fazendo algo importante e dar a impressão que agora o Governo terá responsabilidade fiscal. Descarados enganadores. A equipe do Meirelles preparou o orçamento de 2017 com o dobro das receitas tributárias (!!!). Com o Congresso agora participando do Executivo, aprovaram esse orçamento, já com um déficit previsto de 130 bilhões, isto é com autorização do Congresso para emitir 130 bilhões de dinheiro extra, para dar margem a todos os políticos reservarem recursos para a eleição de 2018.

A lei do teto dos gastos vai permitir a emissão dessa montanha de dinheiro todos os anos. Compram os apoios aqui, mas o FMI já avisou que caminhamos para falência, igual à da Grécia. Nossa dívida interna atingirá 70% do PIB este ano. Cada vez o país fica mais pobre para alimentar políticos cada vez mais ricos.

b) Estão desesperados para aprovar a reforma da Previdência, porque estão gastando os recolhimentos das aposentadorias para pagar as contas do governo. Sem receitas e tendo de pagar as aposentadorias correntes, o déficit cresce invariavelmente. Como legalmente conseguiram desviar os recolhimentos do INSS para a Receita Federal? Foi a ação da Base Aliada com os Sindicatos comprados pelo Fundo Sindical para ficarem calados? Onde está a transparência?

Ou o povo tira o INSS da administração do Governo e passa para os bancos privados, ou terão de se conformar com um salário mínimo de aposentadoria! É o que restará depois de tudo ser roubado, porque esse mínimo (ainda) é garantido pela Constituição. Foi o Senador Tião Viana do PT que afirmou essa política do Governo na tribuna do Senado.

4. Não se fez nada para recuperar a economia, mas o Ministro diz que vai crescer a partir do início de 2017. Sempre a mudança vai acontecer no futuro. Só que o futuro nunca chega. O Meirelles já teve 8 meses no comando do Ministério da Fazenda e nada fez. Só vemos a generalização do caos. Só propõe reformas em áreas que nada têm a ver com a crise, como a reforma trabalhista, que nem se aplica ao Governo por não se aplicar ao funcionalismo público.

5. Desemprego ainda vai crescer um pouquinho. É mesmo? Ora, a previsão é de mais um milhão de desempregados este ano. Ele apenas está tentando esconder a verdade.

6. Previdência. Prega em todos os jornais e até na TV que, se não fizer a reforma, o INSS quebra. A Previdência não quebra. O governo que emita dinheiro e pague o que ele mesmo estabeleceu em Lei que iria pagar. Foi o Governo que se auto assumiu como administrador da Previdência. Porém, é um péssimo administrador que não cobra as contribuições obrigatórias, vende aposentadorias e paga com o dinheiro administrado. O Governo concede que o Simples só recolha metade da contribuição, mas com seus trabalhadores, paga valor integral. Como aprovar uma lei dessas sem isonomia entre os empregados (públicos e privados), o que é proibido pela Constituição? Porque os trabalhadores que contribuem têm de pagar uma aposentadoria ao pessoal do campo, que não contribui? É o Governo fazendo política social eleitoral com o dinheiro do trabalhador. O mesmo com os doentes que utilizam o SUS. Porque não jogam essas despesas no Orçamento, já que são despesas da área Social do Governo? É para desviar dinheiro dos aposentados que resolveram ficar com a administração do INSS? Está na hora do povo acabar com mais esse descalabro e colocar seu dinheiro a salvo dos ladrões na previdência bancária. Assim, pelo menos, o dinheiro seria devolvido ao povo com segurança e transparência na aposentadoria.

7. Não há como acabar com a burocracia. Ela é a base da corrupção e os agentes dos governos não abrem mão da propina. Ademais, cada Estado impõe sua burocracia. O que o Governo Federal pode fazer é pouco, pois teriam de administrar todo o país, e não tem como interferir nos Estados. Político só administra eleição e foi deles que o Governo se cercou totalmente.

8. Efeito Trump. Realmente, não deve afetar o Brasil.

9. Vão a Davos na realidade atrás de investimentos. Hoje no Estadão ele já está dizendo isso enfaticamente. O Levy e o Meirelles já foram lá e voltaram de mãos abanando. Todos já foram tentar convencer investidores, inclusive em Nova York. Não dá para enganar gente séria e competente. O investimento privado aqui está zero e não querem corrigir isso, porque enquadra operacionalmente o Governo. O Governo teria de alterar a legislação proibindo a si mesmo de criar impostos e taxas, de gastar mais do que arrecada. Isso impede de desviar dinheiro do Tesouro para financiar eleições. O Governo está sem recursos para investir. Os investimentos dos brasileiros estão se dirigindo para o exterior. As autoridades estão vendo se encontram algum desavisado que resolva perder seu dinheiro aqui, transferindo-o para o Governo via impostos, multas e propinas.

10. Queda dos juros sólida. Com o país na recessão como está, juros só fazem aumentar a recessão. Inflação na recessão é algo que só nesse país de incompetentes. Como podem os preços crescerem com o povo sem dinheiro e comprando cada vez menos? A inflação existe porque os governos aumentam constantemente os impostos e imposto é custo indo para os preços, além de gastar mais do que arrecada. O Brasil precisa de um governo sério e não tentar substituir isso com enganação. O país tem vergonha do Governo que tem e ainda não vislumbrou uma saída para crise – que foi plantada pelo governo, mas ele não quer desfazer o malfeito. Para estancar a crise bastam três portarias do MF, do Henrique Meirelles. Perguntem a ele porque não faz. O Dr. Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central já afirmou nos jornais que se estancarem a crise já seria uma grande coisa. Quem sabe faz a hora, quem é incompetente espera acontecer. E os 13 milhões de desempregados que se danem enquanto nada acontece…

A perspectiva da economia para 2017 é continuar a crise e a recessão, em ritmo cada vez pior, até que apareça alguém no Governo para fazer estancar essa crise. A economia só volta a crescer quando houver condições legais sólidas, sem possibilidade de interferências do Governo para os investimentos voltarem à economia.

Estão querendo fazer crer que os investimentos em infraestrutura farão o país crescer. Eles podem minorar o desemprego, momentaneamente, mas infraestrutura não gera produção nem riqueza. Tais investimentos até ajudam, mas com a crise desmoronando a indústria, o crescimento continuará patinando. E isso com a contribuição do Agronegócio, que só não foi afetado por que o Ministério da Fazenda não tem liberdade de interferir na exportação, estabelecida por Lei e portanto dependente de aprovação do Congresso. Aliás, agora também já ameaçaram intervir no Agronegócio. Bem, se fizerem isso acabam de destruir a economia e o país.

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