Mais do mesmo III – pedaladas para gerar propinas

Não contem com os empresários, pois eles já foram comprados com o bolsa-empresário. O montante de dinheiro que deixou de entrar na Receita Federal é de 180 bilhões de reais por ano. O déficit público é de 170 bilhões.

A equipe econômica pensou em acabar com esse desvio de recursos para zerar o déficit público, mas o Congresso foi contra. Claro! Os mesmos políticos “mestres das propinas” é que são contra. Quanto vale de propina a autorização para empresas deixarem de pagar 180 bilhões de impostos por ano? Inventaram que existe um sigilo empresarial que impede a divulgação desses contratos. Tudo aparelhado para esconder o propinoduto, que legalmente vai continuar nos próximos anos. Só no ano de 2017 o déficit previsto já é de 135 bilhões.

Lei da transparência o Governo não cumpre, pois é preciso não alertar para os malfeitos, protegendo a equipe. Pelo jeito, a participação dos políticos com a bolsa-empresário deve ser um percentual mensal do desvio de impostos, um outro tipo de mensalão, ou petrolão.

Seria bom que a Lava-Jato escancarasse mais esse roubo!

Como pode o Meirelles consertar o ajuste fiscal, se o próprio Executivo desvia 180 bilhões da Receita por ano? Ora, como ele faz parte do time, vive atrás de dinheiro extra para tentar tapar buracos. Mas ninguém, nem aqui nem no estrangeiro, quer entrar em fria. Vai faltar dinheiro principalmente para o povo, porque o governo imprime dinheiro e paga o débito e aumenta a dívida pública, inviabilizando cada vez mais o país.

Agora o Executivo fez a legislação sobre as concessões. Eles querem é mais dinheiro.

O Meirelles já colocou antecipado que quer 25 bilhões à vista com as concessões. Mas a exigência de 25 bilhões de outorgas complica a concorrência de licitação, tornando o processo extremamente enrolado e propício para a cultura da propina. E querem investimento privado brasileiro ou estrangeiro, mas já decidiram que pode haver incentivos e interferência nos contratos, duas aberrações econômicas. Só maluco investe nessas condições. Mas com incentivos e isenções de impostos, deve dar para faturar a participação com um empresário sem ética, aproveitando da ansiedade por dinheiro dos políticos do governo. Desde que o BNDES financie, e a garantia seja do Tesouro, para qualquer aventureiro o negócio está ótimo!

Basta na hora de pagar o financiamento dizer que não dá. Nessas condições é que estão todas as concessões feitas pelo Executivo nos últimos anos. Ninguém paga e o Banco Central está provisionando recursos para cobrir os calotes. Que Governo é esse? Por que insistir nos fracassos? O país, com seu povo, precisa das concessões para trabalhar melhor e com mais eficiência.

Por que não entregam a execução do programa à Maria Silvia? Essa é uma excelente executiva. Esqueçam o Meirelles. Entreguem à Receita o valor dos lances para ganhar a concessão. Esse é um negócio de alto risco empresarial. Não compliquem exigindo investimentos imediatos, pois isso encarece as tarifas e dificulta os financiamentos. Basta estabelecer padrões de desempenho a partir do terceiro ano da concessão: tarifas livres, rapidamente equalizadas pela livre concorrência dos meios de logística, tudo por conta do povo com o BNDES administrando as concorrências, sem financiar, sem incentivos e sem interferência de qualquer órgão do governo durante os 30 anos da concessão.

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