Comentário Político: a culpa do estrago

Todos os empreendimentos no mundo, quando por alguma circunstância tem que enfrentar situação financeira difícil por falta de recursos, encaram o problema com dois enfoques diretos.
1. verificar  a possibilidade de aumentar a receita através de maior produção, vendas de produtos e de ativos ou atividades que gerem recursos.
2. concentrar as atenções visando as possibilidades e atuar na de redução das despesas.

Os empreendimentos podem ser: o Governo do país; as empresas de um modo geral; a economia doméstica de cada lar; serviços sociais, etc. Se gastar mais do que recebe como arrecadação, salário ou subsídio, a tendência é o empreendimento deteriorar-se cada vez mais até ser vendido, ou juntar-se a outro, ou até fechar definitivamente, vendendo seus ativos ou pedindo falência. Aqui, vale uma ressalva. Isso se aplica aos empreendimentos em geral, mas Governos não vão à falência! O governo opera como uma empresa grande, muito diversificada, onde se aplicam todas as regras econômicas, porém seu ativo maior é o próprio país, e esse ele não tem o poder de vender, fundir com outro ou desfazer-se de parte dele. A única solução é resolver o problema estabelecendo regras na economia que permitam o país funcionar.

O Governo atual do PT só encara o problema no enfoque de aumentar as receitas via aumento de impostos. Foi a primeira coisa que fez desde que assumiu, em janeiro de 2015. Como imposto é custo direto, aos poucos vai sendo repassado aos preços gerando mais inflação. Já estamos com inflação de 9% com tendência de alta. Só não cresce mais rápido porque a recessão da economia não dá flexibilidade para as empresas estarem aumentando os preços. O resultado é que muitas estão fechando as portas.

Aqui cabe a pergunta: porque o Governo não reduz suas despesas? A responsabilidade pelo estado lastimável em que se encontra nossa economia é exclusiva do Poder Executivo desse país, isto é, de D. Dilma. Além de não permitir qualquer redução nos seus gastos que crescem todos os meses ajudando a complicar a falta de receita do país e não determinar a eliminação de uns 20 ministérios para reduzir despesas, só aceita proposições para aumento de impostos.

Agora o Presidente da Câmara já declarou que não há possibilidade de uma proposição de aumento de impostos seja aprovada pelos deputados. O Governo  já recolhe do povo 40% de impostos. O Congresso não aceita o povo ter de pagar os erros do Executivo que levaram o país a esse descalabro da economia: PIB zero com viés negativo; inflação de 9% com viés de alta; indústria fechando as portas; a queda contínua da arrecadação que não dá para pagar as contas do país; e o espectro de um milhão de desempregados ameaçando a todos.

O Governo Dilma nomeou 24.500 cargos em comissão onde colocou pelegos do PT para receberem um salário bom e tendo de recolher 10% do que recebem ao partido.  Agora as fontes de desvios de dinheiro do Governo secaram e estão todos apavorados com a investigação, se os recursos desviados foram legais ou ilegais, e com a possibilidade de cadeia assustando. Essa contribuição “espontânea” foi estimada em algo próximo a 12 milhões por mês. Certamente D. Dilma quer sua manutenção para manter o desvio de dinheiro para as atividades do PT.

Porém, ela é Presidente do Brasil e não do PT, e o povo não tem de pagar por isso. Como D. Dilma não cede e quer continuar com a gastança, o Congresso devia elaborar uma lei fixando o número de ministérios em 12, porque ninguém consegue coordenar mais de 12 pessoas (como é de praxe em todas as grandes corporações) e estabelecer um teto para o número de cargos em comissão, no Governo Federal para 100 (é esse o teto dos Estados Unidos!), para os Estados (são só 40) e para os Municípios (apenas 20). Isso obrigaria os Governos a fazerem economia, coisa que políticos detestam porque não são eles que pagam essa conta.

Agora D. Dilma se faz de vítima, considera sabotagem ao seu ajuste fiscal o Congresso fazer proposições que aumentam as despesas do Governo. Ela é tão descarada que considera aumento de despesas aquela parte que está sendo roubada dos aposentados, do fundo de garantia e dos fundos de pensão. O Congresso está fazendo leis que impedem a continuação desse desvio de dinheiro do povo. Podem utilizar o dinheiro, porém que paguem ao menos os juros das cadernetas de poupança. Desviar esse dinheiro que é do povo, sem sequer pedir permissão e devolvendo somente a metade, é ética de ladrão!

Com essas leis aprovadas, ou cumpre, ou arrisca ir parar na Papuda.  Falta ainda o Congresso acabar com a lei que instituiu uma multa de 10% sobre o desembolso das empresas para o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço. Essa lei foi feita depois de um acordo geral de todas as classes políticas para devolver o que havia sido surrupiado dos aposentados pelo Governo através dos planos de estabilização. O dinheiro foi sendo coletado, e o INSS foi devolvendo todas as quantias desviadas. Ao terminar, o INSS comunicou ao Congresso que a lei poderia ser anulada por já ter seu objetivo sido cumprido integralmente. O Congresso aprovou por maioria absoluta o cancelamento de lei. Como um afronta ao Congresso – que D. Dilma considerava um servo seu – ela vetou a lei e determinou que o Congresso mantivesse o veto, pois ela queria aqueles recursos para ela! Atitude ditatorial como essa do Executivo desprestigiando brutalmente outro poder da República deve ter ajudado aos Congressistas se revoltarem e retomarem o controle do Congresso em 2015.

O Congresso pode e deve cancelar a lei. A indústria que a está pagando já foi dizimada pela metade, e não merece mais esse castigo. D. Dilma vai dizer que assim não consegue o ajuste fiscal. Esse ajuste não é para ser cobrado de uma indústria que está morrendo há muito tempo por culpa do governo. Foi ela que gerou a necessidade desse ajuste fiscal. Ela que desate esse nó.

A culpa foi só dela.

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