Resposta à carta aberta publicada no Estadão

Prezado Goldfjan,

Dia  02/06/15 tem seu artigo “Como o Brasil vai sair dessa?” publicado pelo Estadão e também pelo Globo no Rio. Colocando seu questionamento na mídia, você está perguntando a toda a sociedade. Aqui vai a resposta.

– aprovar o substitutivo da  PEC 474 com as salvaguardas nela incluídas. Uma vez aprovada é implementada em 60 dias a custo zero e o país decola crescendo em 60 dias, sem necessidade de qualquer participação do Governo. Sei o que estou afirmando. Fui executivo industrial nesse país por 60 anos.

– para estancar a deterioração da economia plantada pelo Mantega durante os trabalhos do Congresso para aprovação da PEC, emitir novas portarias do Ministério da Fazenda desfazendo o estrago das 183 portarias emitidas pelo Mantega. Isso estanca a destruição, mas não afeta o investimento zero porque ninguém aplica dinheiro sujeito a taxação do MF através de portaria. Ao desfazer as medidas, tem que restabelecer provisoriamente o Código Tributário do país, destruído pelo Mantega. Não precisa transformá-lo em Lei do Congresso porque os impostos desaparecem com a aprovação da PEC de imposto único.

– no Estadão de  30/05/15 tem várias análises sobre as revelações do PIB publicadas pelo IBGE e das incertezas que rondam a nossa economia.

Como a incerteza generalizou-se, agora passaram a fazer as projeções baseadas nas estatísticas das incertezas. No seu artigo evita colocar qualquer numero ou época das previsões, mas espalha as incertezas num contexto muito mais amplo, ampliando o problema. Alguém algum dia questionou a confiabilidade dos dados usados para elaboração dessas estatísticas? Duvido. A quase totalidade dos nossos economistas “formadores de opinião” dão muitas previsões sem base técnica. Os palpites sobre quando ocorrerá o investimento e consequente crescimento tem número para todo gosto e nada tem a ver com o que o Levy está mudando. Se o desafio for corrigir incertezas, já vão partir para arrumar soluções supostamente certas em cima de dados sem confiabilidade. Meu cérebro não aceita incertezas ou palpites porque não levam à solução real de nenhum problema. E nossa economia é hoje um problema real.

Pense nessas perguntas:

1. Por que o investimento foi a zero durante o mandato da Dilma? As consequências todos sabem. Investimento zero, PIB cresce zero.

2. Por que a confiança dos empresários decresce há muitos meses e ninguém faz uma análise detalhada do que pensam os empresários? Essa é uma estatística real e disponível.

3. Alguém perguntou ao Presidente da CSN quando colocou na manchete no Estadão no ano passado “Só maluco investe nesse país” o por quê? Não é difícil procurar as respostas e saber onde estão as origens do problema.

Com a legislação como está, o país vai continuar com a economia emperrada permanentemente, independente do que façam. Os governos passaram 20 anos falando da necessidade de uma reforma tributária. Ninguém sabe como fazer. Entretanto o nosso Congresso fez uma, a PEC 474, que está pronta há 10 anos e nunca foi à votação porque o Governo bloqueia. Fiz um trabalho revisional dessa PEC para atualizá-la e impedir que as liberdades previstas na Constituição,  não a destruam. Está indo anexa à carta que estou enviando ao Presidente da Câmara e vendo se os movimentos sociais adotam a meta de aprovar essa reforma tributária como demanda única.

A nossa economia é o seu mercado.  Os bancos também podem ajudar a corrigi-la, fazendo-a crescer.

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