Os desafios da Economia – partes 1 e 2

O Estadão de 08/09/14 publicou em 10 páginas o caderno especial sobre as eleições – Economia – contendo numerosos comentários de analistas que são resumidos nas seguintes manchetes lá realçadas:

1. O que prometem as equipes econômicas dos 3 principais candidatos – O que fazer em 2015.

Comentários:

Todos os presidenciáveis propõem mais ou menos a mesma política econômica. Pasmem com tanta incompetência no exercício dessa função. Essa política já está efetiva há quatro anos, sempre dirigida por economista PhD e lentamente foi desestruturando a economia até ter conseguido recentemente estacioná-la. Fizeram 26 intervenções na economia tentando corrigir desvios, sem conseguir. Prova de que não sabem o que fazer. Foi essa política responsável por esse desastre econômico imposto ao país. Continuar com o mesmo, é persistir na deterioração da economia até o seu colapso total. Propor mais do mesmo já com a prova do fracasso nas mãos? Estão pensando que o povo é idiota? Não adianta convocar medalhões da economia para justificar uma proposição estúpida como essa. E querem que o povo aprove isso com seu voto?

Talvez o Brasil fique sem alternativa, mas não pensem que vão governar continuando até destruir o país. Aguardem a reação do povo. Agora são 200 milhões de brasileiros.

Em 50 anos de atividade no mercado, nunca um único economista resolveu a aberração endêmica dessa nossa economia – a inflação. E mesmo assim adquiriram a reserva de mercado de solucionadores para eles. A economia foi submetida a cinco planos de estabilização preparados pelos mais destacados economistas desse país. Nenhum funcionou e só prejudicou mais ainda a economia. O quinto plano foi o do Collor que, além de não funcionar, destruiu 40% da indústria nacional. Isso reduziu a geração de riqueza e de impostos causando dificuldades operacionais sérias nos governos seguintes devido à queda da arrecadação e consequente falta de recursos.

Os economistas experimentam ideias não comprovadas. Como sempre dá errado, a culpa é de quem autorizou (eles só sugeriram…). Nunca são os responsáveis. E continuam a enganar até hoje. É outra praga que o país tem que aposentar rapidamente e procurar outro tipo de competências para resolver problemas da economia. O país funciona como a economia de uma grande e complexa empresa . Contratem especialistas com experiência empresarial. Quase não há economistas empresários.

A direção de empresa sabe que se errar muito vai a falência; se não arriscar ideias com algum risco não cresce, e se estacionar com o tempo vai desaparecer por não conseguir mais competir.

Volto a dizer. A causa da inflação é uma só: o Governo gastar mais do que arrecada. Já se sabe disso há 2000 anos. Mas nunca vi economista assumir sua ética profissional e peitar o Executivo para cumprir a Lei Orçamentária aprovada pelo Congresso que se foi bem estudada exige o orçamento equilibrado. Resultado – sem inflação.

Todos os candidatos admitem meta de 4 % de inflação. Isso significa que se recusa antecipadamente a não cumprir a Lei Orçamentária aprovada pelo Congresso e sancionada pelo Presidente. Sancionar e não cumprir é crime de responsabilidade e quem faz isso deveria ser mandado para casa por impeachment. Essas equipes estão fazendo programas para o próximo governo, propondo antecipadamente administrar uma irresponsabilidade que prejudica diretamente todo o povo? E querem que o povo vote neles já autorizando meter a mão no seu bolso via inflação? O povo não é otário.

Os políticos fizeram uma lei que excluiu o povo de escolher seus representantes. É obrigado a votar em políticos. Essa aprovação de inflação antecipada para quê? Só se for para já programar o assalto ao bolso dos contribuintes do Imposto de Renda que há 20 anos corrigem abaixo da inflação oficial e já acumulou assalto de 60% aos contribuintes e fazer o mesmo com a remuneração dos aposentados cujo rombo é muito maior (eles não têm como reclamar do assalto) e que os obriga a voltar a trabalhar depois de aposentados para manter seu nível de vida. Esse hábito de esfolar o povo e o enganar dizendo que está cumprindo a lei é para país de picaretas e desqualifica a seriedade dos governos. Sem seriedade não há empresa que funcione como deve, nem qualquer governo. Os escândalos recentes indicam que nada no Governo é sério. De Gaulle já afirmou isso há 40 anos e nada mudou. Está na hora de mudar!

O povo está exigindo essas mudanças de comportamento do Governo. Três e meio milhões foram às ruas exigir essa mudança e tudo indica que não abre mão disso. É o que revelam há bastante tempo as pesquisas. O povo está cheio de ser enganado e assaltado pelos políticos. Como nada fazem, o povo está ficando com raiva, porque é obrigado a continuar pagando por tudo isso e recebe um lixo de serviços de volta.

* * *

O Estadão de 08/09/14 publicou em 10 paginas o caderno especial sobre as eleições – Economia – contendo numerosos comentários de analistas que são resumidos Nas seguintes manchetes lá realçadas:

2. O Brasil parou. Crescimento a única saída. O país vai às urnas sob o peso de uma economia parada.

Crescer como? No final do governo Lula, ele resolveu se perpetuar no poder transformando a estrutura do país numa ditadura comunista bolivariana com partido único. Colocou uma gerentona treinada na cartilha do partido comunista descrevendo todas as ações para preparar a tomada do Governo sem revolução armada. Essa cartilha tem cem anos e os ignorantes ambiciosos que não têm competência para ganhar dinheiro trabalhando e constituem uma minoria no país, têm sonhos de grandeza se apropriando do que é dos outros.

A cartilha recomenda enfraquecer a economia para reduzir o poder de reação da sociedade à tomada do poder. Só que enfraqueceu rápido demais, o país parou e escancarou o fracasso dessa política e D. Dilma ficou a bomba nas suas mãos às vésperas das eleições.

Outra recomendação da cartilha é zerar os investimentos no país. Aí o Mantega acertou na mosca. Os investimentos estão parados há algum tempo. Sem investimento não há crescimento. Com essas ações o governo já destruiu metade da indústria nacional. É a indústria que gera riqueza e a maioria dos impostos. À proporção que reduzia a arrecadação, faziam jogo financeiro gerando dinheiro no papel para enganar que estava tudo sob controle para cobrir as despesas.Com a pressão de dinheiro vivo para as eleições o governo disparou as despesas e está faltando dinheiro. Sem dinheiro a economia parou.

Para crescer é preciso primeiro desfazer o que o Mantega fez para desestabilizá-la. Isso só pôde acontecer porque o Collor aprovou no Congresso autorização para o Ministro da Fazenda ser ditador dos impostos federais da economia. Essa lei permaneceu. Já ficou provado na época que o resultado dessa interferência na economia foi desastroso e Collor foi cassado por impeachment. Dona Dilma e Mantega já deviam ter sido cassados, muito antes de terem destruído a metade de um patrimônio que custou ao povo 80 (Oitenta!) anos de trabalho para construir. Tudo foi dissimulando suas ações sem que a imprensa escrita e falada pudesse debater livremente o que se passava na economia.

As próprias 26 intervenções do Mantega eram para dar sinais que estava tentando acertar, mas na realidade só queria ganhar tempo para evitar uma reação violenta do mercado à sua política de destruição. Em vez do impeachment, diante da proximidade das eleições, é mais fácil mandar D. Dilma tomar conta dos netos votando contra o PT nessa próxima eleição.

Vamos às medidas reais para desfazer o feito pelo Mantega e retornar o país ao estágio do fim do Governo Lula: sofrível, mas dando para tocar a economia.

a) Mudanças constantes do imposto de importação feita seletivamente deixando grande número de produtos mais caros que os semelhantes estrangeiros importados. Sem poder competir, começou a desestruturação das empresas.

b) Ampliou as isenções de produtos importados o que torna impossível os produtos brasileiros competirem com esses produtos estrangeiros, pois os primeiros pagam 37% de imposto ao Governo.

c) Manteve em vigor a Lei do Repetro e Reporto que isenta de todos os impostos os materiais e equipamentos para a indústria offshore de petróleo e de equipamentos portuários. Com isso a indústria brasileira que atuava nessas áreas foi sendo sucateada.

d) Aumentou o PIS/COFINS para 7% e obrigou as empresas a terem uma contabilidade adicional tipo IVA para fazer os lançamentos dessa tributação. Os custos obrigatórios da burocracia das empresas dispararam, prejudicando sua competividade. E os arautos do governo começaram a martelar que nossa indústria não competia por não ter “tecnologia e inovação”, coisas que ninguém consegue caracterizar, indicando a má-fé dos comentaristas.

e) Da Constituição até hoje foram emitidos 650 MIL alterações fiscais, a maioria aumentando impostos, taxas e exigências para ampliar a possibilidade de multas sobre as empresas. Essa permissão é constitucional. Ou se altera a Constituição, eliminando esse artigo 145, ou se aprova a PEC do imposto único, que não muda a constituição mas adiciona o requisito de só poder alterar imposto confirmando por plebiscito.

f) Manteve a infraestrutura abandonada para aumentar o custo das empresas e reduzir seu poder de competição.

g) Instituiu um tipo de desoneração da folha de pagamento que reduz um mínimo da despesa das empresas e desloca os pagamentos ao INSS para a Receita Federal, onde se pode gastar à vontade. Foi uma manobra para cobrir o déficit que estava havendo com a queda da arrecadação e fazendo uma enorme propaganda que estava ajudando a competividade das empresas. De fato, deixaram um rombo no fundo de aposentadoria dos trabalhadores e agora falam em corrigir o fator previdenciário para impor aos aposentados pagar essa conta, mas calaram quando surgiu o risco de perder a eleição. E esse é o partido que se diz dos Trabalhadores.

h) A Lei que instituiu a multa de 20% sobre o FGTS instituída por acordo geral dos partidos para devolver as apropriações indébitas do Governo ocorridas nos vários planos de estabilização foi integralmente cumprida e o INSS devolveu as quantias aos aposentados. Completada a devolução, foi comunicado ao Congresso que, numa votação quase unânime, determinou a extinção da lei. Dona Dilma vetou e forçou o Congresso comprado a continuar a cobrança da multa das empresas porque ela queria o dinheiro para o programa Minha casa Minha vida. Esse programa é pago com verba do PAC. Na realidade ela queria enfraquecer ainda mais as empresas, além de ser perversa – porque muitas estavam fechando, e com essa multa, ficava muito mais caro dispensar os operários. A demissão de operários é sempre indesejável por qualquer Governo, portanto os industriais que se virassem: se não puder pagar não demita, vá a falência.

i) Instituiu o Fundo Sindical retirando um dia de trabalho de todos os empregados do Brasil para entregar sem qualquer prestação de contas aos sindicatos. Com isso o Governo comprou os sindicatos que sempre foram corruptos. Assim o Governo pôde meter a mão no FAT e nos fundos de pensão sem reação dos sindicatos. Vários escândalos já vieram a público por corrupção e desvio de recursos desses fundos, mas nada é apurado por estar com cobertura comprada. A bomba vai aparecer no próximo governo. Se não mudar vão continuar roubando imunes.

j) O mercado todo vê como ação para controlar a inflação o controle do preço do combustível. Custou um preço altíssimo à Petrobras. Ao mesmo tempo, faz parte do planejamento de destruição da indústria do açúcar e álcool por não poder competir com o baixo preço da gasolina. O Governo atual quer a desestabilização do emprego no campo. Quer que nosso povo regrida uns 100 anos, para facilitar tomarem conta do Governo. O correto era colocar eles no Paredão, mas não estamos em guerra, não existe essa lei, e não é a índole do nosso povo. Vá lá. Mas o povo não deve deixar de mandá-los para casa, na primeira oportunidade que tiver, nessa eleição e acabar com os preços controlados imediatamente. Pode dar um pequeno pique na inflação, mas se segurar as despesas, faz-se a transição com tranquilidade.

j) Com as alterações seletivas e frequentes do IPI e do Imposto de Importação, o país deixou de ter lei tributária fiscal. A Lei é a caneta do Ministro da Fazenda na Portaria que lhe der na telha. Fazer planejamento de investimento sem saber qual será o custo? Ora, Imposto é custo direto e o único sobre o qual as empresas não podem atuar para reduzir. Nessas condições, ninguém investe nesse país. O Mantega conseguiu seu objetivo no governo: zerar o investimento. Sem investimento não há crescimento. Portanto a primeira tarefa do próximo governo é desfazer o mais rapidamente essa armadilha, corrigir as tarifas de importação para garantir que produto estrangeiro não possa ser colocado no nosso mercado interno mais barato que o nacional. Isso somente não vai proporcionar o retorno dos investimentos porque a legislação continua permitindo que todos os governos atuem criando ou alterando impostos. Apenas faz parar a destruição da indústria. Para resolver o problema em definitivo é necessária uma reforma ampla e moderna instituindo o imposto único, conforme proposta de revisão da PEC 474 que está aprovada por todas as comissões do Congresso há 10 anos e o Governo nunca permitiu que fosse a plenário para votação.

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