Análise das turbulências eleitorais

A situação antes do acidente

No dia 5 de Agosto faltando 60 dias para as eleições, já estava definido que D. Dilma ia ser reeleita. As pesquisas confirmavam isso. Assim, os outros dois presidenciáveis estariam perdendo tempo, esforço e dinheiro como candidatos, inutilmente.

Os presidenciáveis se auto-descartaram das intenções de voto. Setenta por cento dos eleitores estão confirmando desde o movimento de rua em junho do ano passado, onde 3,5 milhões foram externar que queriam mudanças, que querem as mudanças com um novo governo. Setenta por cento é maioria absoluta. Ganha no primeiro turno, independente dos 30% de excluídos da sociedade com votos já comprados pelo governo que continuam o apoiando. Os eleitores estavam esperando propostas efetivas.

Foi anunciado que até o final de Março apresentariam os programas – até agora nada.  Já nessa altura o povo começou a desconfiar que os presidenciáveis queriam era continuar a mesmice e já estavam ficando irritados com isso. Definiam os três presidenciáveis, como “não são de nada”.  De acordo com a Lei Eleitoral, os candidatos têm limite de prazo legal e obrigatoriedade de registrar seus programas no TSE. Com a divulgação dos programas essa afirmação foi confirmada. Não havia propostas, só intenções.

Os eleitores desesperançados começaram a se posicionar contra a política. Os votos em branco ou nulo e abstenções têm esse fundamento e só tendiam a aumentar.  O programa de TV que os políticos tanto trabalham para aumentar o tempo, 80% dos aparelhos é desligado durante as apresentações. O povo se sentia traído e está com nojo dos políticos: não quer a continuidade do PT no Governo, mas os outros dois o estavam obrigando a  ter de aceitar isso.

O brasileiro vota em candidatos e não em partidos. Oitenta por cento dos eleitores está contra os partidos, portanto pensar que o partido vai eleger candidato  é equivocado. Lula foi o único político, mesmo com nível de escolaridade de 2° grau, mas com sensibilidade, que já declarava com antecedência que os novos candidatos à presidência iam propor a mesmice. Nessas condições, a Dilma ganhava.

No dia 5 de agosto essa previsão estava confirmada. O distanciamento dos anseios do povo pelos três presidenciáveis resolveu rapidamente o assunto, pois eram do saco da mesma farinha.

O povo estará votando no cargo de Presidente do Executivo. Quais as propostas executivas? O povão detesta toda a política e é só o que apresentaram (os três). Meras intenções de políticos.

Com que confiabilidade? Para o povão, zero. Para o povo, todo político é ladrão, picareta e falso.

No final da entrevista do Eduardo Campos no Jornal Nacional, na véspera do desastre, ele fez duas colocações que eu não ouvia há uns 20 anos de político algum nesse país:

” Não vamos desistir do Brasil. É aqui que pretendemos viver e criar nossos filhos”. Isso não é uma proposta de mudança, mas a palavra sincera de um pai de muitos filhos. Um homem que estava querendo acertar. Ganhou credibilidade e a determinação que não existe nos políticos.

Após o desastre,  o quadro político mudou todo.

O PSB resolveu que Dona Marina substituísse o Eduardo  e o Beto Albuquerque foi parar como Vice. A Marina não é considerada política porque ela nunca deixou de ser povo. O povão sabe que ela não se vende, não rouba e não faz conchavos para levar vantagens.

O povo brasileiro também é assim, mas os políticos e aqueles que os apoiam é que não prestam. Por isso que o povão rejeita nas pesquisas 80% dessa gente e quer mudanças com uma saída para se livrar deles. Só o fato da Dona Marina não ser política profissional, as pesquisas já a elevaram ao nível do Senador Aécio Neves.

Em breve ela deve disparar nas pesquisas do IBOPE e será eleita. Ela não apresentou propostas específicas e talvez nem tenha tido tempo para isso. O candidato não era ela, mas o Eduardo. Como nenhum candidato apresentou propostas específicas, só a imagem dela e a afirmativa que vai adotar uma nova política, já a colocou disputando a eleição em igualdade de condição com os outros.

Se D. Marina tiver tempo e apresentar uma proposta que o povão aprove e sinta que, por aí, o Brasil volta a ter rumo e a crescer, o povão vai dar a mão a ela e elegê-la no primeiro turno. E, o que é mais importante, terá todo o apoio do povo para aprovar outras medidas no Congresso, sem a necessidade de conchavos ou compra de suporte.

Não precisará de maioria no Congresso para governabilidade. É preciso que o Brasil volte a ter suas instituições funcionando como determina a Constituição, isto é, o Congresso aprovando o orçamento e as leis que  interessam ao país e ao povo e o Executivo executando o que for decidido no Congresso.

O novo governo  precisa se preparar para assumir e não complicar mais a conjuntura com suas primeiras ações, que não devem demorar porque a economia está deteriorando rápido demais e isso reduz arrecadação, aumenta o desemprego, deixa o povo preocupado e inseguro, o que não é o que o povo espera de um novo governo diferente do PT como quer.

Dá para reverter esse quadro? SIM.

Mas é preciso usar competência, coragem e determinação. Falta uma proposta de mudança de impacto que congregue o povo sob sua liderança para aprová-la rapidamente no Congresso. No meu blog Tem que mudar – Antonio Didier está postada uma proposta de Reforma Tributária com o Imposto Único.

Essa é uma proposta da Modernidade Tarifária. É a inovação que o país mais precisa no momento. Essa proposta atende a várias demandas das ruas, vai aliviar o povo de impostos e regras que não o deixam trabalhar e fará esse país decolar, porque devolve ao povo sua capacidade de empreender.

É preciso que leiam, se instruam, comentem entre toda a equipe. E, quando a Marina estiver convencida, deve ir à TV e aos jornais e declarar, olhando o povo no olho, sua proposta firme de Reforma Tributária Constitucional para garantir ao país quando aprovada pelo Congresso e por plebiscito:

>> Inflação zero com preços liberados.

>> Retorno da confiança dos investidores: o país voltará a ter um sistema fiscal permanente.

>> Institui o imposto único. Acabam todos os outros. Vamos todos viver melhor!

Com essa proposta se resolve rapidamente a retomada dos fundamentos da economia, acaba-se com a inflação permanentemente, estabiliza-se a arrecadação. Todos os governos receberão a arrecadação que recebem hoje, não havendo reclamação. A distribuição da receita total do país pelos governos federal, estados e  municípios é decidido por eles no Congresso. Envolve também um apelo ao social muito forte: hoje somente metade dos brasileiros paga imposto e os que pagam têm de pagar pelos que não pagam ficando pesado demais no bolso dos brasileiros sérios que trabalham e pagam. Com isso haverá uma redução de uns 20% nos encargos de todos e enquadra-se a legislação fiscal nos fundamentos da Constituição, pela qual todos são iguais perante a Lei.

Com uma lei dessas em vigor, acaba-se com a metade da corrupção que grassa nesse país e é uma das demandas do povão nas ruas. Acaba-se com todos os impostos e fica somente o desconto bancário da Contribuição da Movimentação Financeira – CPMF,  de 3%, feita automaticamente pelos bancos sem necessidade de preparação e apresentação de qualquer guia de recolhimento. Acaba-se com 90% da burocracia operacional brasileira. Acabaria totalmente o Imposto de Renda. O Leão seria aposentado. O país volta a ter regime fiscal simples e permanente, voltando automaticamente os investimentos.

Mas a coisa não é de aprovação tranquila.

Existe uma multidão de não-pagantes de imposto tais como trambiqueiros, ladrões, políticos, religiosos, bicheiros, fiscais, gente que se acostumou a rechear os bolsos com propina, a corrupção que compra congressistas, membros do governo e pareceres deturpados, os funcionários bem pagos das Receitas que ficarão em disponibilidade, e que irriga a máquina do governo – que é burocrática e nunca quer aceitar mudar nada.

Mas, para aprovar essa lei não se precisa dessa gente. Precisa estar colado ao povão para aprovar essa lei por pressão popular no Congresso e ratificada por plebiscito, se contrapondo com firmeza a ações contrárias dessa massa de interesseiros safados e metidos a sabidos. Uma vez aprovada, essa lei entra em plena execução pelos bancos em 30 dias sem despesa.

Não tenho a menor dúvida que, exposta ao povo com sinceridade e determinação e explicando que com essa política tributária, o Brasil entra rapidamente nos eixos e voltará a ter tranquilidade para planejar as demais demandas que são mais simples com o país arrumado e aliviado da interferência danosa desse governo.

 

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