Programas dos Presidenciáveis

Na data estabelecida pelo Tribunal Eleitoral, todos os postulantes ao cargo de Presidente da República na eleição de 3 de Outubro apresentaram seus programas de atuação. Que decepção!

Já são pré-candidatos declarados há mais de seis meses, anunciaram que em Março apresentariam os programas e agora, no limite do prazo legal para registro dos programas exigido pelo Tribunal Eleitoral, não apresentam programas, mas intenções, pois para essas não existem compromissos. Não assumem compromissos, mas querem que o povo exerça o compromisso de votar neles, sem alternativas.

Quanta falta de sensibilidade política para avaliar os anseios do povo com o desgoverno que se implantou no país…

O povo, sem qualquer ingerência política, foi em massa às ruas de todos os pontos desse país apresentar suas demandas de mudanças. Nas pesquisas de opinião desde junho do ano passado, 63% dos eleitores estão reafirmando que querem mudanças com um novo Governo. Ora, 63% é maioria absoluta e ganharia no primeiro turno. Mas isso não interessa mais aos políticos.

Aproveitaram o Congresso comprado, garantindo a ditadura de suas decisões e aprovaram a Lei dos Partidos Políticos. Por essa Lei eliminaram o povo da Casa de sua representação – o Congresso – que passou a ser a Casa dos Políticos, onde não se representa o povo, mas se detém o poder de determinar o que o povo tem de fazer e principalmente o que tem de pagar para sustentar esse mar de corrupção que se generalizou nos governos.

Pela lei atual, é privativo dos políticos registrarem seus candidatos e seus postulantes. O povo está por fora e não participa dessas escolhas. Os políticos não conseguiram ainda descaracterizar a eleição do Presidente da República. Essa é a única em que o voto é nominal, independente de partido. Essa é a única eleição que quem decide são os eleitores, votando a sua escolha. Mesmo assim, o povo não pode registrar seu candidato. Tem que ser os dos partidos.

Para essa próxima eleição, os votos brancos e nulos vão ter uma influência grande, pois havendo muitos votos nulos, vão prevalecer os votos reais, válidos, comprados barato dos excluídos da sociedade. Se a sociedade realmente quiser mudar esse governo atual por outro governo – como insistem em declarar nas pesquisas de opinião – não deve nem pensar em votar em branco ou nulo pois uma parcela dos excluídos da sociedade já foi comprada por bônus através dos programas Bolsa Família e Minha Casa Minha Vida. Embora esses bônus sejam pagos com dinheiro público, o candidato do Governo proclama há anos propaganda constante que esses programas foram bondades do PT. Como sempre propaganda enganosa. Bondades com dinheiro dos outros, dizendo que é sua, é desonestidade!

Como essa compra dos votos da parcela dos excluídos afeta diretamente o resultado das eleições, para mudar o Governo será necessário que os votos do povo consciente suplantem os da compra antecipada de votos.

Os candidatos a representantes do povo no Congresso e no Senado, estão se lixando para os votos em branco ou nulos pois a sua eleição é pela distribuição dos votos válidos entre os partidos mais votados.

Na Venezuela, a oposição decidiu votar em branco na eleição presidencial. Chávez e os parlamentares de seu partido obtiveram maioria absoluta no Congresso e converteram o país na ditadura bolivariana, eternizando Chávez no poder. No Brasil, um grande número de votos em branco ou nulos nessas próximas eleições, poderá levar o país ao sério risco de se tornar uma ditadura comunista bolivariana comandada pelo partido único do PT, eternizando Lula no poder.

Todos os presidenciáveis dão ênfase aos avanços dos programas sociais para redução da pobreza. Centram o foco de suas intenções na manutenção ou expansão do programa bolsa família. Nesse programa todos permanecem pobres. Nenhum programa mostra realmente qualquer ação ou real intenção para redução da pobreza.

O Bolsa Família foi expandido porque ficou comprovada sua eficácia na compra de votos para as duas últimas eleições. Esse programa ampliado já fez mais de 10 anos. E nesse período nenhuma ação foi dirigida pelos governos para dar educação, disponibilizar postos ou hospitais para atender à saúde e desenvolver na região atividades econômicas que lhes permita trabalhar e ganhar dinheiro, saindo realmente da miséria e integrando-se à sociedade brasileira.

Os políticos, todos, preferem que o país mantenha os cinquenta milhões de excluídos da sociedade porque é mais barato e fácil comprar os votos dessa gente. Durante as manifestações de rua o povão postava imagens do estado rudimentar das escolas e dos postos de saúde no meio rural.

A Constituição estabelece que todos são iguais perante a lei e não existem excluídos. Esses são assim considerados pelos políticos e como tal, ignorados por todos os programas de todos os Governos.

Os governos consideram como excluídos da sociedade: o pessoal do campo, os quilombolas, os índios, os favelados e os 15 milhões de analfabetos. No entanto, eles são todos cidadãos brasileiros e deveriam ter carteira de identidade, escola para estudar e dependências de saúde para se tratar.

Além disso, não há ajuda dos governos para dotar suas áreas de energia elétrica, estradas e treinamento específico para gerar produção local incentivadas com a distribuição de insumos e meios para escoar a produção. Isso acabaria com essa miséria que só é crônica porque assim interessa aos políticos no governo.

Para mudar esse quadro de escravidão humana só com vontade política porque não demanda muitos recursos. Mas essa vontade dos políticos atuais não existe, só quando a sociedade se livrar deles.

E o Governo daqui fica duvidando dos índices globais de Desenvolvimento Humano da ONU, que colocaram o país em 85° lugar entre os países desse planeta. Há anos que está em torno desse número. O povo sente na carne os problemas e quer mudanças que são possíveis e factíveis, mas conflitam com os interesses dos políticos.

A Reforma Agrária, da qual se fala há dezenas de anos, não tem sucesso porque exatamente falta essa infraestrutura mínima, mas absolutamente necessária, para que se fixe os sem-terra nos locais que passam a ocupar. Enquanto isso, uns sabidos usam os sem-terra para receber dinheiro do povo e para garantir voto e apoio político ao governo.

Na verdade, o povo se sente traído por todos os Presidenciáveis.

É verdade que o povo não participou da escolha de nenhum dos três. Estava esperando as propostas executivas para as mudanças demandadas nas ruas, mas os políticos deram as costas para o povo. Pode ser que o povo não deixe nenhum dos três governar se eleito. Para isso basta o povão bloquear o Congresso e o Planalto e exigir a renúncia do mandatário, semelhante ao executado contra o Presidente Collor, e exigir a eliminação da Lei dos Partidos Políticos, devolvendo ao povo a Casa dos seus representantes e a aprovação de nova Lei Eleitoral com voto distrital, que permita o povo solicitar ao juiz eleitoral o registro dos seus candidatos, mesmo sem vinculação a partido. Apenas assim, o povo elegeria seus legítimos representantes.

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