Novo rumo para a economia

A eleição de D. Dilma em 2010 não foi tão fácil quanto imaginava o PT. A disputa foi decidida no segundo turno e o opositor alcançou 46 milhões de votos. Esse fato deve ter alertado a cúpula do partido para as dificuldades pela frente em seu projeto de poder permanente no país. A partir de então, a gastança do governo foi se acelerando e, para segurar as contas públicas, o Ministro da Fazenda vem aumentando os impostos.

Como a causa primordial da inflação é gastar mais do que se arrecada, ela está subindo amparada nos aumentos de impostos, que representam aumento de custos e têm de ser repassados ao mercado. Só que, com inflação, não se ganha eleição. A partir daí a legislação foi se transformando num caos fiscal e passou a depender da penada frequente do Ministro da Fazenda, aí incluindo desonerações, alterações de alíquotas de impostos, puxadinhos, mais impostos, isenções e alterações de regras operacionais de todos os tipos. Mas a inflação não perdoa e, para tentar segurá-la, decidiram pelo o congelamento dos preços dos combustíveis e da energia elétrica, e fizeram vista grossa para o que acontecia com as importações, na tentativa de forçar a baixa dos preços no mercado interno.

As consequências desse caos fiscal e financeiro estão aflorando e aumentando progressivamente porque uma destruição das regras que suportam a economia está em curso e a obsessão por ganhar as próximas eleições não tem freio, nem limite, nem permite qualquer correção, é um círculo vicioso.

Com o aumento dos impostos internos, o tal custo Brasil, que é o custo que se paga para sustentar os Governos, subiu para 37% sobre tudo que se consome e assim acabou-se a isonomia da indústria nacional em relação à indústria estrangeira. O imposto interno aumenta e os impostos sobre importações são congelados ou reduzidos. Falam que a indústria brasileira não tem competividade. Como pode ter se o Governo cobra dela 37% e somente de zero a 19% na importação da indústria estrangeira?

Hoje uma grande quantidade de produtos estrangeiros é colocada no mercado interno, mais barata que os produzidos no país. Como consequência, a indústria nacional está definhando devagar e continuamente. Como é ela que paga a maioria dos impostos, a Receita passou a se preocupar com a capacidade de arrecadação e está começando a vender parte do patrimônio do povo para cobrir as despesas e manter as aparências de que está tudo normal.

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